
Numa época em que tínhamos as revistas Veja, Visão, Senhor e outras revistas informativas, em Mogi, carecia de uma revista de qualidade com informações claras, objetivas e confiáveis.
Assim no dia 14 de julho de 1981 chegava às bancas da cidade de Mogi das Cruzes o primeiro exemplar da Revista ATO. Impressa em 4 cores, a publicação surgiu com objetivos ousados – ser grande, independente e bem-feita.
A Revista ATO foi criada pelo empresário e educador Marcio Miranda de Paula, com 21 anos de idade na época, tendo como o primeiro editor o jornalista Fernando Leal, que atuava no Jornal O Estado de São Paulo.
Uma equipe de profissionais tarimbados como Vanice Assaz, Robson Regato, Dirceu Roque, Lenilde Pacheco, Rafael Masgrau, Lailson Santos e Jorge Beraldo transformaram a publicação em puro sucesso sendo que logo a revista tinha seu público cativo, como eu, que ficava ansioso por uma nova edição.
Atenta às tendências tecnológicas de seu tempo (infinitamente menores comparando com as de hoje), a ATO informatizou sua redação e os procedimentos administrativos.
Depois de chegar à cidade de São José dos Campos, um nicho da tecnologia de ponta brasileira, ATO ganhou em importância como publicação, pois passou a circular no mais importante mercado do interior brasileiro.
Foram muitas capas, matérias, abordagens ao longo da década de 80. Uma revista que teve como primeira matéria de capa a construção da estrada Mogi-Bertioga, em seguida a construção da estrada Via Leste (hoje Ayrton Senna), marcou uma época.
No ano de 1983, a ATO foi homenageada no quesito Imprensa, pelo mais importante jornal da cidade, O Diário de Mogi, em festa organizada pelo colunista Willy Damasceno.
A Revista ATO ficou sob a gestão do seu fundador até a edição de número 87, em 1990. Após este período de 10 anos, o comando foi passado para o grupo O Diário de Mogi, dirigido por Túlio e Tirreno Da Sam Biágio.
As edições, por decisão do novo comando, deixaram de ser publicadas após dois anos e assim ficou na saudade.
Fontes:


