A Semana



O beco do Inferno

Beco! O que vem a ser um beco? Segundo nossos dicionários, uma rua estreita e curta, às vezes sem saída, e pouco própria para o trânsito, uma viela.

Em Mogi das Cruzes, sempre existiu e ainda existe os becos em sua área central.

O Beco da Lapa, que liga a rua José Bonifácio com a Senador Dantas, o Beco do Sapo que liga a Senador Dantas com o Largo Primeiro de Setembro e outros.

Mas o que os leitores mais jovens não sabem é que existia até 1897 o beco do inferno. O beco ficava ao lado da catedral, esquina com a José Bonifácio com a atual Major Arouche de Toledo.

Era uma viela escura, mal cheirosa, calçada de pedra bruta, que existia desde os tempos coloniais.

A população da época deu esse nome de beco do inferno porque, segundo a lenda, diziam que quando escurecia um moleque de olhos que chispavam fogo ficava no centro do beco aguardando a passagem de alguma “vítima” para trepar-lhe no ombro, sem que a “vítima” percebesse. O gosto do moleque era “cavalgar” neles pelas ruas da cidade até altas horas da noite, por isso muito raramente alguém tinha coragem de atravessar esse beco que ligava a José Bonifácio com a rua Senador Dantas. Nessa esquina morava o português Antonio Ingliano conhecido como “seu Antonio do Beco”.

O seu Antonio do Beco tanto pediu a Intendência Municipal para dar um jeito naquela travessa, que em 1897 foram desapropriados dois prédios do lado oposto, já em ruínas e que com essa demolição deixou de existir o macabro beco do inferno.

A partir daí, temos a rua Major Arouche de Toledo desde a Rua José Bonifácio, atravessando o Largo 1º de Setembro e continuando pelos lados do Alto da Boa Vista e Jardim Camila.

Mais uma das tantas lendas com que viviam nossos supersticiosos antepassados.

Fonte:

  • Internet
  • Histórias da História de Mogi das Cruzes – Mello Freire – 1958

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