
Glauco Ricciele | Professor e Historiador
Pesquisador e apaixonado por suas raízes, o professor e historiador Glauco Ricciele Prado Lemes da Cruz Ribeiro, 38, dedica a vida a preservar e divulgar a memória de Mogi das Cruzes. À frente do projeto (Re)Descubra Mogy das Cruzes desde 2009, prepara novidades para 2026, como o livro “Mogy das Cruzes – Lendas e Estórias” e itens colecionáveis ligados à história da cidade. Mogiano, nasceu no Hospital Santana e cresceu nos bairros São João e Vila Industrial. Sempre gostou de conversar com os mais velhos e, da infância, guarda as lendas folclóricas da avó Georgina e as tardes observando o avô Osório, o “Bugre”, fazendo consertos. Em 2009, graduou-se em História pela UBC, fez pós em Dinâmica e Gestão do Ensino Superior, mestrado em Políticas Públicas pela UMC e formação técnica em Guia de Turismo pelo Centro Paula Souza. Inspirado por nomes como Isaac Grinberg, ele seguiu o caminho da pesquisa movido pelo amor à cidade, superando descrenças para se tornar uma referência na preservação do patrimônio local.
Aos 16 anos, iniciou a vida profissional como segurança na loja de sapatos São José, depois foi atendente de call center na Tivit, até iniciar a docência aos 22. Iniciou como professor eventual de História na rede estadual e, em seguida, na rede privada. Entre 2010 e 2020, ocupou postos de relevância na Prefeitura de Mogi como diretor de Patrimônio e Arquivo Histórico e ainda secretário de Cultura. Atualmente, leciona História e Ética nas Etec em Mogi, Itaquá e Arujá, além de atuar como escritor e promotor do passeio cultural (Re)Descubra Mogy das Cruzes. Glauco mora na Vila Suíssa, é casado há 13 anos com a psicóloga Valéria e tem na cachorra Belinha uma fiel companheira. Nos momentos de lazer, o “segundo lar” é Bertioga, onde desfruta da tranquilidade da praia de Maitinga e as atividades culturais da cidade. Sagitariano inquieto e “sincericida” assumido, conta que gosta de cozinhar e que a Pizza Romana e a Galinhada são suas especialidades. Nas horas vagas, divide-se entre o dominó e o videogame, declarando-se fã de Donkey Kong. Colecionador de antiguidades, tem um acervo de 70 peças – a mais antiga é um livro de 1720, em latim, sobre o bispado de Salvador. Seu estilo é casual, com a dupla jeans e camiseta, sua cor é o azul e seu perfume, Malbec, de O Boticário. Leitor de Mary del Priore e fã de “Jurassic Park”, ele traz na bagagem viagens marcantes a Ushuaia, na Argentina, e tem um carinho especial pelo pôr do sol na Urca, no Rio de Janeiro. Católico e devoto de São Jorge, é filho de Cleide Aparecida do Prado, 63, e do saudoso Antonio Lemes da Cruz Ribeiro. Dos pais, aprendeu a importância do estudo e de se relacionar bem com as pessoas. Da vida, afirma que levamos apenas os bons momentos, os amigos e a capacidade de ajudar e conectar pessoas. Sua frase: “Nu eu vim do seio da minha mãe e nu eu voltarei para a eternidade”, que reflete o desapego e a fé na jornada.


