A Semana



Operação em Poá interdita consultório odontológico de vereador

Os Departamentos de Fiscalização de Posturas e de Vigilância em Saúde de Poá, com apoio da Guarda Civil Municipal (GCM), realizaram na terça-feira (05/07), uma operação junto aos consultórios odontológicos do município com a finalidade de averiguar as documentações necessárias para o funcionamento, bem como as condições sanitárias exigidas para o segmento.

Ao todo, oito estabelecimentos foram vistoriados, sendo que, dois consultórios foram lacrados pelos agentes municipais, uma localizada na rua Manoel Pinto da Fonseca, de propriedade do vereador Dr Saulo Dentista e outra na rua Vinte e Seis de Março, ambas na área central do município. Outros três estabelecimentos foram notificados para regularização das documentações necessárias.

De acordo com o diretor do Departamento de Fiscalização, Carlos Sousa, as clínicas odontológicas lacradas nesta terça-feira, apresentavam falta de documentação e problemas de higiene. “O estabelecimento localizado na rua Manoel Pinto da Fonseca, por exemplo, foi interditado por não possuir alvará de funcionamento, além de estar irregular na assepsia do material cirúrgico, com o laudo da autoclave, que esteriliza o material, vencido desde abril”, destacou. O segundo estabelecimento lacrado durante a ação, apresentava problemas relacionados à falta de higiene.

Esclarecimento

O vereador esclareceu o acontecimento. Segundo ele, o motivo da lacração nada tem a ver com questões sanitárias. “Mesmo apresentando toda a documentação exigida, a interdição foi feita após a solicitação de um único documento (alvará para clínicas mais atuais), ao qual solicitei ao contador a atualização. Contudo, nos outros estabelecimentos, foi dado prazo para a atualização”, diz o vereador.

Saulo acrescenta que foi pontuada uma adequação solicitada pelo diretor da Vigilância Sanitária, Leonardo Barbosa Garcia, que, segundo ele, jamais levaria à interdição do estabelecimento. “Deixo bem claro que a lacração indevida nada tem a ver com a Vigilância Sanitária, e sim com a Fiscalização de Posturas”.

“De forma totalmente arbitrária, meu consultório foi “lacrado”, sem que houvesse a notificação, com prazo para que alguma adequação necessária fosse realizada, e, em caso de reincidência, o auto de infração e, em seguida, a lacração. Isso significa que passaram por cima de todos os processos estabelecidos pela Lei”, diz a nota de esclarecimento, que finaliza reforçando que a clínica “Saulo Costa Odontologia” é referência na cidade e sempre seguiu os protocolos de biossegurança, além da parte documental e de procedimentos.

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