Médico oftalmologista orienta sobre hábitos que ajudam a reduzir o desconforto e preservar a saúde dos olhos

O uso de celulares, tablets, computadores e outros dispositivos eletrônicos faz parte da rotina de crianças e adolescentes, seja para estudar, diversão ou para se comunicar. Quando esse contato acontece por períodos prolongados, porém, pode provocar desconforto e outros sintomas relacionados à saúde ocular. Por isso, pais e responsáveis devem ficar atentos aos sinais apresentados pelos estudantes e incentivar hábitos que ajudem a reduzir o impacto do excesso de telas.
O alerta é do médico oftalmologista da Hapvida, Carlos Fonçati, que atua em Mogi das Cruzes (SP). “O importante é que os pais tenham a consciência de que o uso desenfreado de telas não é benéfico. O estresse da visão por conta do brilho dos aparelhos pode deixar os olhos irritados e com secura. Além de outros sintomas, como cefaleia, sensação de areia e sensibilidade à luz”, ressalta.
A dor de cabeça em excesso, pondera Fonçati, pode ser um sinal de desenvolvimento de miopia, caso as telas tenham sido utilizadas com frequência durante o recesso escolar.
“É comum pessoas míopes fecharem um pouco os olhos para identificar objetos distantes, o que deve levar a uma observação maior deste comportamento e, em alguns casos, é necessário a consulta com o especialista”, recomenda.
O oftalmologista compartilha, ainda, mais um ensinamento. “A cada 20 minutos, parar com o uso de telas e olhar durante um minuto a uma distância superior a seis metros é um dos melhores exercícios”, destaca o especialista, recomendando o cronômetro para o exercício.
Outro ensinamento é permanecer, a cada uma hora de uso, duas horas sem tela, relaxando assim a musculatura ocular. Fonçati finaliza com mais uma orientação para manter a saúde dos olhos: “Jogar videogame ou similares em uma tela de televisão a mais de um metro de distância não faz mal aos olhos”.


