
Mogi das Cruzes vive um momento decisivo para o seu desenvolvimento político e social. Segundo estatísticas oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o município conta com 333.816 pessoas aptas a votar, consolidando-se de forma isolada como o maior e mais influente colégio eleitoral de todo o Alto Tietê. Esse universo expressivo de eleitores é marcado por uma forte participação feminina, que representa 52,9% do total (176.588), enquanto o eleitorado masculino soma 46,9% (156.559) e uma parcela de 0,04% que preferiu se isentar (133).
Ampliando a lente para o contexto regional, o Alto Tietê reúne expressivos 1.224.765 eleitores aptos para o pleito. Juntas, as três maiores cidades da região — Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba (com 258 mil eleitores) e Suzano (com 235.449) — concentram 827.265 votantes, o equivalente a cerca de 67,5% de toda a região. Isso demonstra que a região possui peso político equivalente a grandes capitais e metrópoles do País, sendo absolutamente estratégica nas disputas para deputado estadual, deputado federal, senador, governador e presidente.
Apesar dessa grandeza numérica, Mogi das Cruzes e o Alto Tietê historicamente sofrem com uma distorção grave: a dispersão dos votos. Em eleições passadas, permitimos que dezenas de milhares de votos fossem diluídos em candidatos “paraquedistas” — figuras públicas de outras regiões que utilizam nossa cidade apenas como celeiro eleitoral passageiro, sumindo do mapa assim que a apuração é encerrada e as urnas são fechadas.
Com mais de 333 mil eleitores só no município, Mogi tem potencial estatístico e demográfico de sobra para eleger, com tranquilidade, pelo menos dois deputados federais genuinamente da cidade, além de fortalecer uma bancada robusta de deputados estaduais que de fato conheçam as nossas dores, a nossa malha viária, as demandas da saúde, da educação e o potencial do nosso agronegócio e polo industrial.
Chega de transferir o nosso poder de barganha para quem não conhece a nossa realidade diária. Votar em candidatos da região não é um ato de fechamento, mas sim de inteligência estratégica e amor à terra. Um representante da casa tem compromisso moral, cobra verbas de forma direta, fiscaliza obras de perto e responde aos cidadãos na padaria, na rua e no bairro.
Portanto, cidadã e cidadão mogiano: nesta eleição, faça valer o peso do seu voto. Pesquise, questione, recuse aventureiros e fortaleça quem constrói o dia a dia de Mogi das Cruzes. O futuro da nossa cidade depende exclusivamente da nossa união nas urnas.


