
Em 1947, quando deixou São Bernardo do Campo para se unir aos cunhados Virgílio e Hermínio Padovani numa pequena fábrica de móveis que começavam a montar em Mogi das Cruzes, Alcídio Waizer não esperava que sete anos depois estaria criando sua própria indústria. Seus sócios eram seu amigo de infância Manoel de Oliveira, o compadre Ivo Guidetti, vindo de São Bernardo do Campo exclusivamente para o novo negócio, e Shiguemy Kubota, que havia trabalhado com ele na Móveis Padovani.
Com o nome de Móveis Waizer, devido à popularidade de Alcídio em Mogi e por sua vivência nessa atividade há algum tempo, a empresa nasceu em 5 de outubro de 1954, no Jardim Santista. As primeiras peças da linha de montagem foram grandes cômodas, móveis muito utilizados na época para guardar roupas de cama e banho.
Em 1960, a Waze já possuía 20 funcionários entre marceneiros, ajudantes, lustradores e entregadores.
A primeira loja aberta aos consumidores mogianos foi em 1966, na Rua Basílio Batalha, também no Jardim Santista. Ali, além das peças de fabricação própria, eles decidiram ampliar o estoque com produtos de outras indústrias, sempre atentos à qualidade.
Em 1967, Shigley Kubota deixou a Waizer. Era a vez de entrarem na sociedade os filhos do Manoel, Olavo, que trabalhava na firma desde 1955, e Carlos Alberto, na empresa desde 1957. Na mesma ocasião, o filho de Alcídio, Alcides, passou a integrar a diretoria da empresa, cuidando da área comercial, enquanto Olavo e Carlos Alberto cuidavam dos setores financeiro e industrial do grupo.
Em 1971, eles compraram um grande terreno nas esquinas da Rua Basílio Batalha com a Ipiranga. Para atender à demanda crescente da clientela no varejo e no atacado, a empresa precisava de novas instalações também para a sua fábrica, que foi construída em 1975, na Rua José Marques, em Brás Cubas. Nela, os funcionários dispunham de modernos equipamentos nacionais e importados, como máquinas de revestimento, prensas hidráulicas, aplicadoras de verniz, serras e furadeiras múltiplas, além de máquinas trazidas da Itália e da Alemanha, como esquadrejadeira automática, coladeira de borda e juntadeira de lâminas. (continua na próxima edição)
Fonte:
– Histórias do Comércio Mogiano – Robson Regato e Vanice Assaz – 1989
– Depoimento de Maurício Waizer.


