A Semana



Mogi implanta novo protocolo para saúde mental

Ferramenta padroniza a classificação de risco, fortalece a integração na rede de atenção primária

Novo protocolo visa oferecer atendimentos mais ágeis, organizados e resolutivos à população

A Prefeitura de Mogi das Cruzes acaba de implantar um novo Protocolo de Qualificação do Acolhimento, Classificação de Risco e Encaminhamentos em Saúde Mental nos serviços de Atenção Primária à Saúde. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a linha de cuidado no setor, oferecendo atendimentos mais ágeis, organizados e resolutivos para a população.

O novo protocolo estabelece diretrizes para que as equipes das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e das Unidades de Saúde da Família (USFs) possam identificar, acolher e conduzir adequadamente os usuários (a partir de 18 anos de idade) com demandas relacionadas à saúde mental, considerando a gravidade e a complexidade de cada situação.

Para apoiar a tomada de decisão clínica e a organização dos fluxos assistenciais, serão usados instrumentos validados pelo Ministério da Saúde, como Classificação de Urgência e Identificação de Agravos em Saúde Mental, ferramenta que auxilia os profissionais na identificação do nível de urgência dos casos, além do questionário de estratificação de risco em Saúde Mental, que contribui para a definição das condutas mais adequadas e dos encaminhamentos necessários.

“A Atenção Primária é, muitas vezes, a principal porta de entrada para as demandas de saúde mental. Com este protocolo, estamos oferecendo mais segurança técnica às equipes, organizando os fluxos de atendimento e garantindo que cada pessoa receba o cuidado adequado, no momento certo e no serviço mais indicado para a sua necessidade”, destaca a secretária municipal de Saúde e Bem-Estar, Rebeca Barufi.

Com a implantação do protocolo, a Secretaria Municipal de Saúde e Bem-Estar busca estruturar e qualificar os fluxos de atendimento conforme a necessidade de cada paciente, garantindo que os casos sejam direcionados aos pontos mais adequados da Rede de Atenção Psicossocial, além de monitorar os desfechos dos encaminhamentos realizados, permitindo o acompanhamento contínuo da efetividade da assistência prestada.

“Qualquer pessoa, que tenha a partir de 18 anos de idade e esteja com alguma questão emocional, precisando de ajuda psicológica ou psiquiátrica, só precisa ir a uma UBS ou USF mais próxima de sua casa”, esclarece a secretária.

Tratamento
Casos leves permanecem em acompanhamento na própria unidade. Casos que precisam de atendimento especializado são encaminhados para o serviço mais adequado. Dependendo da avaliação, o paciente pode ser direcionado para psicólogo da UBS, Teleatendimento em Psicologia, Cecco, Caps ou outros serviços da Rede de Atenção Psicossocial. Situações de urgência recebem atendimento imediato. Casos graves, como crises psiquiátricas ou risco iminente, são encaminhados diretamente aos serviços de urgência e emergência.

Rede de Atenção

Mogi das Cruzes conta hoje com quatro modalidades de Centro de Atenção Psicossocial (Caps): Caps II (adulto), Caps AD (Álcool e Drogas), CapsI (infantil) e Centro de Saúde Mental. Além disso, a Prefeitura oferece o Centro de Convivência e Cooperativa (Cecco), espaço de convivência entre pacientes psiquiátricos e a população Outra unidade ligada ao atendimento psicossocial do município é a Residência Terapêutica, um espaço no Centro de Mogi que atende portadores de doença mental grave que não têm família e renda.

Redação

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