CBS e IBS entram em fase de teste, exigindo adaptação de empresários
A Reforma Tributária brasileira começou a vigorar em janeiro de 2026, iniciando uma fase de transição que se estenderá até 2033. O novo modelo substitui impostos complexos como ICMS, ISS, PIS, Cofins e IPI pelo IVA Dual, composto pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Empresários e empreendedores enfrentam desafios imediatos: precisam atualizar sistemas contábeis, adequar contratos e destacar os novos tributos em notas fiscais, mesmo que não haja recolhimento no curto prazo. A adaptação é essencial, pois o descumprimento das regras pode gerar riscos fiscais a partir de 2027.
Segundo Celu Campolino, proprietária da Contamec Contabilidade e Assessoria Empresarial, “a preparação deve começar agora. Empresas precisam se adequar aos novos sistemas e obrigações, garantindo que erros na emissão de notas não se transformem em passivos no futuro”. A especialista ressalta que, mesmo sendo um ano de teste, as alíquotas iniciais da CBS (0,9%) e do IBS (0,1%) já podem refletir nos preços finais de produtos e serviços, à medida que empresas ajustam seus processos operacionais.
Para o consumidor comum, os efeitos da reforma também serão sentidos, principalmente nas compras do dia a dia e em impostos específicos, como o IPVA, que agora inclui lanchas e jatinhos, e o ITCMD, com novas regras de transmissão e doação. A nova tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) é uma medida positiva para quem ganha até R$ 5 mil mensais. “A ampliação da faixa de isenção busca aumentar o poder de compra da classe média e simplificar a carga tributária, beneficiando muitos brasileiros”, explica Celu. Contudo, autônomos e profissionais liberais precisarão atenção redobrada para gerir corretamente rendimentos e declarar o imposto no Carnê-Leão, garantindo o benefício da isenção.
Empresas de todos os portes terão que se preparar também para a extinção do PIS e da Cofins, prevista para 2027, que promete simplificar o sistema tributário no longo prazo, mas exige ajustes imediatos. “O período de transição não é apenas burocrático, ele exige planejamento estratégico. Quem deixar para se adaptar depois poderá enfrentar problemas operacionais e fiscais sérios”, alerta a proprietária da Contamec. Micro e pequenos empreendedores, embora não sofram alterações imediatas nas alíquotas, deverão adequar-se a novas obrigações operacionais e se preparar para mudanças competitivas no mercado.
Durante a transição, o impacto será compartilhado: produtores e empresas absorvem o peso da implementação, enquanto o consumidor final arca com reflexos na precificação dos produtos. A expectativa é que, com a implementação plena em 2033, o sistema tributário brasileiro seja mais transparente, eficiente e simples, gerando oportunidades e fortalecendo a economia.
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Celu Campolino, diretora da Contamec, orienta empresários sobre os ajustes necessários na fase inicial da Reforma Tributária


