
Determinado, disciplinado e focado em seus objetivos, Miguel Luiz Rodrigues, 16, brilha nas quadras internacionais do esporte. Atleta de squash e estudante do Colégio Gutenberg, ele acaba de conquistar a medalha de bronze no Campeonato Sul-Americano Sub-17, no Paraguai. Paulistano criado no Condomínio Aruã, em Mogi, guarda com carinho as lembranças da infância e as divertidas travessuras ao lado do primo Davi, seu companheiro inseparável. Hoje, divide a rotina entre os estudos do segundo ano do Ensino Médio, o curso de inglês e os intensos treinamentos de squash. Conheceu este esporte aos 12 anos por acaso, durante uma aula experimental com o treinador Isaque, e se apaixonou imediatamente. Pensando no futuro, pretende cursar Educação Física, sem descartar a Engenharia Civil como plano B. Persistente, diz que nunca desiste do que deseja conquistar e faz da disciplina uma aliada tanto nos estudos quanto no esporte.
Aos 16 anos, já coleciona experiências de veterano. Antes das raquetes, passou pelo futebol, vôlei e basquete, incentivado pelo tio Danilo Padovani, ex-técnico de basquete, mas viu no squash não apenas um esporte, mas um projeto de vida.O que começou como diversão já lhe rendeu o Bronze no Sub-17 e três convocações para o Sul-Americano, em Brasília, Equador e Paraguai. Miguel Luiz mora no Aruã com a família, que tem como costume o café nas tardes de domingo. “Como viajo muito, acabo perdendo alguns eventos em família”, explica. Na cozinha, diz que não leva jeito como seu pai, mas quando precisa arrisca algo simples na airfryer. Geminiano, sua maior qualidade é a persistência em atingir seus objetivos, seja no esporte, ou uma boa nota na escola ou mesmo algo material que deseja. Afirma que cuida da saúde mentalcom um psicólogo esportivo, para que a vida pessoal não interfira no desempenho em quadra e vice-versa. Seu estilo é informal, combinando roupas esportivas ou jeans com um par de tênis. Sua cor é o verde-claro e seu perfume, Versace Eau Pour Homme. Indica o livro Excelência Interior, de Jim Murphye o documentário Carlos Alcaraz: My Way, voltado ao esporte. Das viagens, gostou do Paraguai, porém ressalta o calor de mais de 40º e, no Brasil, elogia a estrutura de Brasília-DF. Seu sonho de consumo é, quando mudar para o exterior, comprar uma casa para os pais seguirem com ele. Seu projeto éuma academia de squash para crianças, para transmitir o que aprendeu, e participar das Olimpíadas.Cristão evangélico, sua família faz parte de uma célula no Aruã, e aos domingos se reúnem no ministério Seja o Evangelho, no Jardim Universo. Filho de Cimara Cristina Rodrigues, 46, Fernando Luiz Franco Rodrigues, 50, aprendeu com os pais a máxima “humildade sempre” e com a competitividade esportiva, a ter disciplina, obstinação e acreditar que só consegue atingir seu objetivo aquele que quer mais. Sua frase: “Trabalho duro sempre ganha do talento.”


