Há quem diga que o ano só começa depois do Carnaval. Em Mogi das Cruzes, essa máxima parece fazer ainda mais sentido. Passada a folia, os blocos, os encontros e a pausa simbólica que a festa proporciona, a rotina retoma seu ritmo e a cidade volta ao compasso habitual.
O trânsito ganha novamente seus horários previsíveis, as agendas se enchem, os projetos saem do papel e o comércio reencontra o fluxo regular. As escolas já em funcionamento, os serviços públicos em plena atividade e os compromissos profissionais assumem protagonismo. A engrenagem urbana, que nunca para completamente, agora gira com força total.
O Carnaval cumpre seu papel cultural, social e econômico. Movimenta pessoas, gera renda, fortalece tradições. Mas também representa uma espécie de marco informal no calendário brasileiro — uma vírgula antes da retomada definitiva dos planos traçados ainda em janeiro.
Para o mogiano, o pós-Carnaval simboliza foco. É o momento de colocar em prática metas pessoais, decisões profissionais e projetos coletivos. A cidade, que sabe celebrar, também sabe trabalhar. E trabalha muito.
Há também um sentimento coletivo de recomeço. Como se a energia acumulada nos primeiros meses do ano finalmente encontrasse direção. Empresas retomam planejamentos, o poder público acelera cronogramas, famílias reorganizam prioridades e a vida cotidiana assume contornos mais definidos.
Mogi das Cruzes segue pulsando entre tradição e modernidade, conciliando o espírito festivo com a vocação produtiva que marca sua história. O calendário avança, as responsabilidades se impõem e a cidade reafirma sua capacidade de se reinventar a cada ciclo.
Que este recomeço seja mais do que o retorno à rotina. Que seja a oportunidade de transformar intenções em ações, promessas em resultados e expectativas em conquistas concretas. Se o ano começa agora, que comece com propósito.


