A Semana



Mogi, sua história

Fundada em 1560 pelo bandeirante Brás Cubas como ponto de repouso para exploradores, Mogi das Cruzes originou-se às margens do Rio Tietê. A povoação cresceu rapidamente devido à localização estratégica entre São Paulo e o Vale do Paraíba, tornando-se vila em 1611 e cidade em 1855. A chegada dos imigrantes japoneses no início do século XX transformou a vocação agrícola do município, consolidando-o como um dos maiores produtores de hortaliças e flores do Brasil, conhecido nacionalmente como o coração do Cinturão Verde.

Hoje, Mogi combina a preservação de sua herança histórica com expressivos atrativos naturais e culturais. No turismo ecológico, destaca-se o Pico do Urubu, localizado na Serra do Itapeti, ponto mais alto da cidade que oferece vista panorâmica e pista para voo livre. O Parque Centenário e o Parque da Cidade são as principais áreas de lazer urbano, ideais para caminhadas e eventos ao ar livre.

A herança oriental permanece viva no Parque Leon Feffer e no Casarão do Chá, único exemplar da arquitetura em madeira construído por imigrantes japoneses em 1942. No âmbito cultural e religioso, a tradicional Festa do Divino Espírito Santo, com mais de 300 anos de história, mobiliza a região todos os anos. O Centro Histórico preserva igrejas seculares, como as Igrejas do Carmo, refletindo a riqueza arquitetônica do período colonial.

Conheça o projeto do professor Ricciele

O projeto (Re)Descubra Mogy das Cruzes, criado em 2025 pelo professor e historiador Glauco Ricciele, promove uma jornada profunda pela história de Mogi das Cruzes por meio de ações de preservação, resgate histórico, educação patrimonial, fomento ao turismo cultural e promoção da valorização da cultura. A iniciativa visa resgatar memórias afetivas e celebrar a riqueza cultural regional, utilizando uma abordagem lúdica e envolvente nas redes sociais – como Instagram, Facebook, YouTube e TikTok – para despertar o interesse do público sobre o passado, presente e futuro da cidade. Além disso, o projeto realiza aulas-roteiro gratuitas conduzidas por Glauco Ricciele pelas ruas do centro histórico e distritos descentralizados da cidade, onde são compartilhados fatos históricos pouco conhecidos, lendas e mistérios sobre os edifícios e acontecimentos locais. Essa vivência gera uma conexão emocional dos moradores com a sua própria história, valoriza as tradições orais e a cultura popular, e incentiva a preservação do patrimônio. O projeto também impulsiona o turismo cultural por meio da venda de souvenir relacionados à história de Mogi das Cruzes. Do ponto de vista comunitário, as caminhadas funcionam como um espaço de encontro, socialização e integração entre pessoas de diferentes.

Redação

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