A Semana



Discriminação Zero

O dia 1º de março marca o Dia da Discriminação Zero, uma data que convida à reflexão sobre algo que ultrapassa leis, discursos e campanhas: a forma como enxergamos e tratamos o outro. Em cidades como Mogi das Cruzes e em toda a região do Alto Tietê, onde convivem histórias, culturas e realidades diversas, falar em discriminação zero é reafirmar valores essenciais como dignidade, respeito e humanidade.
A discriminação, muitas vezes silenciosa, se manifesta em gestos, palavras, olhares e até na indiferença. Pode surgir diante das diferenças de origem, aparência, crença, condição social, idade ou qualquer característica que torne alguém único. E é justamente nessa diversidade, presente no cotidiano das nossas cidades, que está a riqueza da convivência humana.
Promover a discriminação zero não significa ignorar diferenças, mas reconhecê-las com respeito. Significa compreender que ninguém deve ser diminuído, excluído ou desvalorizado por ser quem é. É um exercício diário de empatia — colocar-se no lugar do outro, ouvir antes de julgar, acolher antes de afastar.
Em tempos de opiniões rápidas e julgamentos apressados, a data nos lembra da importância do diálogo e da escuta. Pequenas atitudes têm grande impacto: uma palavra de apoio, um gesto de inclusão, a coragem de não se calar diante de uma injustiça. A transformação começa no cotidiano, nas relações mais próximas, na forma como educamos nossas crianças e conduzimos nossas escolhas.
Além disso, é importante reconhecer que o combate à discriminação não é responsabilidade apenas de grandes instituições ou movimentos organizados. Ele começa nas atitudes individuais, no ambiente de trabalho, nas escolas, nas famílias e nas rodas de conversa. Em Mogi das Cruzes e nos municípios do Alto Tietê, onde comunidades se formam a partir de laços fortes e proximidade, cada gesto de respeito fortalece o tecido social e amplia o sentimento de pertencimento.
Construir uma cultura de discriminação zero é um processo contínuo. Exige consciência, disposição para aprender e, muitas vezes, a humildade de rever comportamentos. Quando escolhemos agir com empatia e reconhecer o valor do outro, damos passos concretos para uma convivência mais harmoniosa. Que o 1º de março sirva como lembrete de que a mudança não depende apenas de datas simbólicas, mas da decisão diária de tratar cada pessoa com dignidade.

Redação

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