
Com personalidade acolhedora, ao mesmo tempo “pé no chão”, e detalhista em seus planejamentos, Eliana Aparecida Prado Mangini, 59, comanda hoje a Secretaria de Cultura de Mogi das Cruzes. Nascida em Cândido Mota, viveu em Palmital e São Roque antes de chegar a Mogi, em 1990, recém-casada aos 25 anos. Da infância, guarda com afeto a memória da avó Emília, uma mulher sossegada que usava óculos grossos, fumava cigarro de palha, fazia café fraquinho e mimava os netos em sua casa, sem energia elétrica. Formada em Geografia pela UNESP, com Pedagogia e Administração Escolar pela UBC, e pós-graduada em Ciências Ambientais, escolheu sua área inspirada pela professora Wilma, no ginásio, que desenhava na lousa o mapa-múndi com paixão. Todo esse encanto pela educação guiou seus firmes passos até o atual e brilhante ciclo de sua trajetória pública.
Sua jornada profissional começou aos 16 anos como atendente de academia, ainda em São Roque. Após atuar como professora estadual, sua trajetória mudou com o convite para ser assistente técnico-pedagógica da Diretoria Regional de Ensino de Mogi, onde assessorou o professor José Luiz Freire de Almeida por 18 anos, participando da criação dos “Canarinhos do Itapeti”, embrião da Orquestra Sinfônica Jovem. Com vasta experiência na gestão pública, foi diretora de Cidadania, secretária de Assistência Social, diretora de Merenda Escolar – lá conquistou o Prêmio Cozinha Nota 10 com a agricultura familiar –, e secretária-adjunta em Mogi e Arujá. Em março de 2026, assumiu a pasta da Cultura mogiana. Nenê mora no bairro Shangai e está casada há 33 anos com o engenheiro mecânico Celso Mangini. É mãe de Júnia, 28, pesquisadora na Fundação Carlos Chagas e estudante de Biblioteconomia. Em família, a tradição é realizar uma boa viagem por ano. No dia a dia, faz musculação, resolve palavras cruzadas e cultiva coleções afetivas, como panelas de ferro, ferros antigos e miniaturas de santos. Na gastronomia, brilha fazendo compotas de frutas, mas revela que o marido cozinha bem no fogão a lenha. Capricorniana clássica, adora camisas, a cor amarela e o perfume Giorgio Armani Night. Indica o livro “Torto Arado”, de Itamar Vieira Junior, e elege “Cinema Paradiso” como filme favorito. Sua melhor viagem foi turistar pela cidade do Rio de Janeiro; seu sonho de consumo é um motorhome e seu projeto é aprender a nadar. Católica, devota de São Pedro, a filha dos saudosos Irene e Pedro Prado acredita que a autonomia foi o maior ensinamento que recebeu dos pais. E, para ela, o importante da vida é saber viver o hoje sem esperar o momento ideal para a felicidade, bem como procurar atender a todos e a si mesma da melhor forma possível. Sua frase: “Se eu tiver que te pedir, eu já não quero mais”, de Frida Kahlo.


