A Semana



CPTM: Greve prejudica mais de 1 milhão de passageiros

Pelo segundo dia consecutivo, Metrô antecipa a abertura da operação e reforça equipes nas estações; demandas foram atendidas, mas paralisação continua

Diante da decisão do Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil de manter a greve, o Governo de São Paulo, o Metrô e a CPTM ampliaram o plano de contingência para reduzir os impactos do segundo dia de paralisação nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade.

No primeiro dia de greve, cerca de 1 milhão de passageiros foram prejudicados pela paralisação, que também provocou reflexos em toda a circulação da capital paulista. Mesmo com a suspensão do rodízio municipal, os congestionamentos chegaram a 720 quilômetros durante a manhã desta terça (4).

Para minimizar os transtornos, o Metrô abriu novamente às 4h e reforçou a operação da Linha 3-Vermelha, com mais trens, manobras intermediárias e ampliação do efetivo nas estações de maior movimento. A CPTM mantém o plano de contingência, com a operação definida de acordo com o número de funcionários que comparecerem aos postos de trabalho. 

O sistema Paese também foi ampliado e contará com 195 ônibus para atender os passageiros das linhas afetadas. Serão 95 ônibus para atender a Linha 11- Coral, entre Guaianases e Estudantes. Na Linha 12-Safira serão 90 coletivos para o trecho entre Calmon Viana e Engenheiro Goulart. Já a Linha 13-Jade conta com 10 ônibus para fazer o trajeto entre as estações Aeroporto-Guarulhos e Engenheiro Goulart.

Desrespeito à decisão judicial

O sindicato descumpriu, nesta terça-feira (4), a decisão do Tribunal Regional do Trabalho que determinou a manutenção de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos. No primeiro dia de paralisação, dos 126 maquinistas no período da manhã, menos de 3% compareceram.

Ao contrário do que alega o sindicato, não há demissões em curso decorrentes do processo de concessão. Dos 4.648 funcionários empregados em junho de 2026, 2.171 seguem na Linha 10-Turquesa; os demais funcionários estão contemplados no plano de realocação englobando Metrô, Artesp, Arsesp e outros órgãos.

Prejuízos a 1 milhão 

O Governo do Estado de São Paulo manifesta absoluto repúdio à continuidade de uma paralisação que, sob o pretexto de defender interesses da categoria, impõe graves prejuízos a quase 1 milhão de passageiros que dependem diariamente do transporte ferroviário para trabalhar, estudar e acessar serviços essenciais.

A justificativa apresentada pelo sindicato para sustentar o movimento não é verdadeira. Ao insistir na paralisação, o sindicato evidencia que sua motivação ultrapassa qualquer reivindicação trabalhista e se concentra na defesa da reestatização de serviços concedidos, conferindo caráter eminentemente político ao movimento. Além disso, a decisão do Tribunal Regional do Trabalho que determinava a manutenção de 80% do efetivo nos horários de pico foi desrespeitada.

A CPTM e o Metrô voltaram a executar o plano de contingência e reforçaram a operação do sistema de transporte para reduzir os impactos à população durante este segundo dia de paralisação.

O Governo do Estado continuará adotando todas as medidas administrativas e judiciais cabíveis para assegurar a prestação do serviço público, responsabilizar os envolvidos pelo descumprimento das determinações judiciais e garantir a proteção do direito de ir e vir dos cidadãos.

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Serviço:

* Linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda – todas concedidas, e 10-Turquesa: operação regular.

* Linha 11-Coral: circulação entre Palmeiras-Barra Funda e Guaianases.

* Linha 12-Safira: circulação entre Brás e Engenheiro Goulart.

* Linha 13-Jade: operação entre Aeroporto-Guarulhos e Engenheiro Goulart.

* Linha 3-Vermelha do Metrô: reforço na operação, com trens extras, envio de composições vazias para estações de maior demanda e ampliação da oferta de viagens nos horários de pico.

Redação

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