A Semana



Cemitério São Salvador

Cemitério: necrópole ou sepulcrário é o lugar onde são sepultados os cadáveres. Na maioria dos casos, os cemitérios são lugares de prática religiosa.
A palavra “cemitério” (do termo latino tardio coemeterium, derivado do grego  koimitírion, a partir do verbo koimáo, “pôr a jazer” ou “fazer deitar”) foi dada pelos primeiros cristãos aos terrenos destinados à sepultura de seus mortos.
Antes do século XVIII os cristãos desconheciam que os mortos eram enterrados longe das igrejas e fora das cidades. Mas a partir deste século, a coisa mudou de figura e enterrar pessoas nos adros das igrejas tornou-se um sério problema de saúde pública.
Uma lei inglesa de 1855 veio regular os sepultamentos, passando estes a serem feitos fora do centro urbano.
Assim aconteceu em Mogi também. De 1864 a 1871, uma comissão de vereadores presidida pelo vereador Manoel Rodrigues de Aguiar analisaram diversos terrenos próximo do centro de Mogi e escolheram um na área leste da cidade, um terreno alto atrás da Igreja do Carmo. A rua que ligava o centro ao futuro cemitério foi substituída de “rua nova” para “rua do Campo Santo”, sendo que mais tarde “rua do cemitério” e hoje se chama rua Otto Unger.
As terras pertenciam aos Carmelitas que foi adquirida pela prefeitura, seguindo normas sanitárias de higiene.
Em 1870 foi elaborado um regulamento contendo regras básicas de funcionalidade do novo cemitério.
Em 9 de abril de 1870, foi lançado edital de concorrência de construção da capelinha no cemitério. A construção ficou a cargo de Manoel Carlos de Araújo.
Em 2 de fevereiro de 1871, a Câmara Municipal votou e aprovou o regulamento. O mesmo foi encaminhado a Assembléia Legislativa  Provincial de São Paulo em 11 de fevereiro onde foi aprovado e publicado em 2 de março.
Com toda documentação entregue e aprovada, de março a junho foi providenciado o muro e a contratação de funcionários, alguns deles eram escravos pagos e alforriados. Só depois do rito da benção, o cemitério São Salvador (nome em homenagem a Salvador José Corrêa Coelho, o Dr. Corrêa) foi aberto em 24 de junho de 1871.

Fonte:

– Cemitério São Salvador Decesso na Terra das Cruzes – Glauco Ricciele – 2021

– Wikipédia

Foto:

– Foto antiga do Cemitério São Salvador

Rouxinol Mogi

Mogiano, é designer gráfico com trabalhos em vários jornais da região. Pesquisador da história de Mogi das Cruzes há quarenta anos. Recebeu vários prêmios: duas vezes o “Profissionais do Ano” e uma vez “Personalidades de Mogi e Região”, prêmios esses pela divulgação da história de Mogi. Autor do livro “Mogy Antiga”, é membro da AMHAL - Academia Mogicruzense de História, Artes e Letras.

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