Mãe após os 40 anos

Publicado em 02 05:13:56/02/2018

     

Existem muitas razões para que a maternidade não faça parte da lista de desejos imediatos de uma quantidade cada vez maior de mulheres. Porém, a biologia feminina não segue o mesmo ritmo dos outros aspectos da saúde que atualmente podem ser ótimos para uma mulher com 40 anos. Não é impossível, porém, é mais difícil engravidar sem a ajuda de tratamento médico após os 40. Segundo o diretor clinico do Hospital e Maternidade Mogi-Mater e presidente da Associação Paulista de Medicina (APM) - Regional Mogi das Cruzes, Alex Sander José Miguel, a partir dos 37 anos, há uma perda de reserva ovariana, que afeta tanto a qualidade quanto a quantidade dos óvulos, aumentando assim os fatores que podem levar a uma infertilidade. Os melhores óvulos vão sendo liberados para a ovulação primeiro, enquanto os óvulos que permanecem no corpo vão sofrendo o impacto do envelhecimento normal, por isso muitas mulheres aos 40 podem ovular, porém estes óvulos não geram embriões saudáveis. Ainda assim, nos casos em que a mulher consegue engravidar, a gestação é considerada de risco. “Há uma maior possibilidade de aborto, e, além disso, o pré-natal precisa focar nos riscos clínicos a que a gestante está mais sujeita por conta da idade”, conta o especialista, se referindo a um maior risco de diabetes gestacional ou alterações na pressão arterial.   Solução O congelamento de óvulos aumenta as chances de engravidar no futuro, porém não é uma garantia. Para maximizar as chances de sucesso é importante que o procedimento seja realizado até a mulher completar 35 anos e congelar uma quantidade suficiente de óvulos. O médico fala ainda dos avanços da medicina reprodutiva, como a biópsia embrionária, realizada na fertilização in vitro, que oferece um estudo genético do embrião.   Sonho realizado A advogada Ana Carla Verpa, de 46 anos, engravidou da sua primeira filha aos 38 e da segunda aos 43. Ela conta que sua gestação foi tranquila e que engravidou rapidamente. “As vitaminas são de praxe, já havia feito os exames e no momento que a médica liberou, depois de um mês engravidei”, recorda a mãe de Sarah e Mayara, de sete e três anos. Ana conta que, durante o pré-natal, sempre foi alertada que a sua gravidez era de risco, mas, quando decidiu trocar de médico, ficou mais tranquila. “Ambas as cesarianas foram tranquilas e a recuperação maravilhosa”, relembra. Ana Clara diz como se sente realizada pela compreensão do corpo para esta nova fase da sua vida. ”A sensação de ser mãe transcende esses conceitos de idade”, conta.






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