Deputado quer regular uso de jalecos

Publicado em 24 18:15:54/05/2018

     

O deputado federal Junji Abe (MDB-SP) quer fazer valer em todo Brasil uma legislação que já vigora no Estado de São Paulo. Trata-se da chamada “Lei do Jaleco”, que proíbe médicos, enfermeiros e demais profissionais de saúde de usarem jaleco fora do ambiente de trabalho, com o objetivo de evitar riscos de contaminação por micro-organismos instalados nas vestimentas e levados de um local a outro. Mas mesmo com a proibição no Estado, é bem comum ver médicos, enfermeiros e demais profissionais de saúde usando jaleco fora das unidades hospitalares. Na quinta-feira, dia 24, a equipe de reportagem flagrou vários profissionais de Saúde com a vestimenta nas imediações do Hospital Luzia de Pinho Melo. A estudante de Medicina Ana Luiza Toledo, de 23 anos, diz que o uso de jalecos pode ocasionar, sim, uma transmissão de doenças aos pacientes, “É muita falta de higiene, e, se a lei for implantada, será preciso muita fiscalização”. Ela, que está no quarto ano de Medicina, busca conscientizar seus colegas da importância de manter as vestimentas profissionais em bom estado de conservação. Apesar do seu posicionamento, a estudante carregava o jaleco no braço no momento da entrevista. Já a técnica de enfermagem Patrícia de Azevedo, de 38 anos, diz que no dia a dia até dá bronca, em tom de brincadeira, nos colegas quando os encontra usando jalecos de forma irregular. “A regra na clinica é clara: lavamos as mãos, passamos álcool em gel e, ao sair da clinica, retiro o jaleco e guardo. Uma vez que o profissional mantém hábitos inadequados, torna-se perigoso tanto à saúde dos pacientes quanto à dos profissionais”, destaca a enfermeira. Higiene Quase a totalidade dos jalecos médicos pode estar contaminada com bactérias perigosas, como a Staphylococcus aureus, principal responsável pelas infecções hospitalares. Foi o que mostrou uma pesquisa da PUC-SP – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, publicada em setembro de 2010. Mais tarde, em 2014, a mesma bactéria foi encontrada em 50% das amostras coletadas durante pesquisa desenvolvida no curso de enfermagem das Faculdades Integradas Teresa D’Avila, na cidade paulista de Lorena.






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