Câncer e a vacina da febre amarela

Publicado em 26 06:37:30/01/2018

     

[caption id="attachment_35846" align="aligncenter" width="300"] Flávio Isaías explica alternativas para pacientes se protegerem contra os mosquitos[/caption] Apesar de a vacina ser a forma mais eficaz de se prevenir contra a febre amarela, as pessoas que estão em tratamento contra o câncer e/ou que receberam alta recentemente não podem ser imunizados - nem com a dose única e nem com a fracionada. Os riscos de efeito colateral e de morte são maiores para esse grupo. A infectologista Soraia Mafra explica que indivíduos com câncer estão imunossuprimidos, isto é, com a imunidade baixa decorrente dos tratamentos de quimioterapia e/ou radioterapia. “Com a vacinação, há um estímulo para que as células de defesa (células do sistema imunológico) produzam anticorpos contra o vírus da febre amarela, o que não acontece facilmente com o paciente oncológico em tratamento. A produção de anticorpos de defesa é menor e essas pessoas têm maior risco de eventos adversos relacionados à vacina, podendo adoecer ao entrar em contato com o vírus, mesmo atenuado. Ele pode vir a óbito por não conseguir combater o vírus”, alerta. A restrição é apenas para quem iniciou o tratamento. “As pessoas que receberam o diagnóstico do câncer, mas não começaram o tratamento de quimioterapia e radioterapia podem ser imunizadas desde que seu médico seja consultado previamente. Somente ele pode dizer se a pessoa está apta ou não para ser vacinada contra a febre amarela. No Centro Oncológico temos feito esse trabalho de conscientização com os nossos pacientes e nossa equipe técnica está à disposição para esclarecer dúvidas”, explica o diretor clínico, Flávio Isaias Rodrigues. PREVENÇÃO Embora a vacina seja o meio mais eficaz de se proteger contra a febre amarela, para quem não pode receber a vacina, a infectologista orienta que evite áreas de risco, como rurais e silvestres. Se for morador dessas regiões, é preciso proteger bem a casa com telas e usar diariamente repelente, o que deve ser feito também por todos, mesmo quem não está em regiões consideradas de risco.






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