Amor multiplicado

Publicado em 10 17:24:11/05/2018

     

Elas são jovens, bonitas, independentes e mães. Mas, ao contrário da maioria das mulheres de hoje em dia, que têm, no máximo, dois filhos, elas decidiram que tinham demasiado amor para dar para se manter dentro da média. A suzanense Rosana Oshiro, de 41, anos, tem seis filhos: Sarah, 16, Rafael, 14, Gabriel, 12, Ana, 10, Clara, de sete, e a caçula Barbara, de quatro. Entre a louca rotina de criar seis filhos e a profissão de fotógrafa, ela aprende no dia a dia que a sua forma de maternar vai muito mais além do que é descrito em livros e revistas. “Sempre quis ter uma família grande, tenho mais de 100 primos e meu desejo era ter quatro filhos, acabou que, com seis, ainda saí no lucro”, diverte-se. Brincadeiras à parte, respeitar a individualidade e a personalidade de seis jovens e crianças e, ainda assim, manter regras dentro de casa, é um desafio para Rosana. “Para mim, educar é ter diálogo, compreensão de ambos os lados, dar liberdade com responsabilidade, dar amor e respeitar as diferenças. Essas são as regras básicas para conviver bem em nossa casa e no mundo”, enumera. O dia dela é firme no propósito de que não precisa ser uma super heroína para ser boa mãe. Ainda assim, com os filhos ela ganha a capacidade de entender que cada mãe é a melhor que pode para o seu herdeiro. “Muitas vezes eu negligencio as necessidades emocionais de um em detrimento ao outro. Ao mesmo tempo que é um desafio, é também um alívio saber que eu sou humana e posso falhar, isso me faz ter mais empatia com cada um deles e comigo mesma”, desabafa, sem deixar de destacar a maior lição que aprende com eles: “Antes de ser mãe eu achava que as pessoas deveriam seguir o padrão X ou Y porque aquela era a minha visão do que era melhor para as pessoas e o mundo. Hoje eu tenho muito mais empatia pela identidade e a personalidade de cada um”. Amor vezes cinco Para a autônoma Barbara Aparecida de Lira, de 27 anos, moradora de Suzano, ser mãe sempre foi seu grande sonho. E, como ela mesmo diz, Deus a abençoou cinco vezes, com Leonardo, 11 anos, Rafael, 10, Bruno, de sete, Luiz Felipe, de cinco, e o pequeno Théo, de sete meses. Entre os dribles para conseguir se doar da mesma forma para cada um e o respeito às necessidades individuais, ela enaltece a maternidade multiplicada. “Educá-los não é uma tarefa difícil porque temos uma abertura muito grande para o diálogo e, além disso, há um respeito da parte deles em relação a mim”. Quando se é mãe de cinco meninos, um dia nunca é igual ao outro. É o mais velho que precisa de ajuda com a lição, o mais novo que não consegue dormir ou o outro que, por engano, vestiu a roupa do irmãozinho para ir para a escola. Mas a certeza de aprender diariamente com os filhos faz Barbara dar conta do recado. “Todos os dias eu vejo o quanto é linda a pureza deles e o quanto temos a aprender com essa pureza, inocência e espontaneidade que normalmente nós, adultos, não temos”.  






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