Alta do tomate afeta comércio de Mogi

Publicado em 12 19:49:01/04/2013

     

Clientes já precisaram se adaptar ao alto preço da fruta

No início do mês de abril, o preço do tomate subiu cerca de 40% em todo o País. Diversos comerciantes, como o Romildo Francisco dos Santos, proprietário de um box no Mercado Municipal de Mogi das Cruzes, já sentiram a diferença nas vendas. “A venda do tomate diminuiu consideravelmente. Tem dona de casa que nem compra mais por causa do preço. Conseguimos diminuir o preço hoje (terça-feira) de R$ 7,50 para R$ 6,90 o quilo, mas ainda está caro”, conta. O proprietário de outro espaço no Mercadão, Alexandre Kameoka, concorda com o colega: “Os nossos clientes agora compram menos. Não deixam de comprar, mas levam menos para casa”, afirma, dizendo que o preço, antes entre R$ 4 e R$ 5, chegou a custar R$ 9,10 o quilo em seu comércio. Os clientes também tiveram que se adaptar a este alto custo. A dona de casa Marlene Isidoro da Silva conta que sua salada ficou diferente com o preço do tomate: “Já achava o tomate caro, mas agora está ainda mais difícil comprá-lo. Usava em saladas e agora estou optando pelo pepino ou repolho cru bem temperado”, sugere. Já a professora Marta Vieira não consegue abrir mão da fruta. “Não tenho saída, pois uso muito na cozinha. Continuo comprando e fazendo do mesmo jeito, mesmo desembolsando mais dinheiro. O meu neto só come salada de alface e tomate, então não dá para deixar de consumir”, lamenta Marta.

Sem prejuízo para a economia

Segundo o secretário municipal de Agricultura, Oswaldo Nagao, Mogi conta com poucas propriedades que produzem tomates, então a economia da cidade não sofrerá muito com a mudança. “São pequenas propriedades que atendem os feirantes. Os produtores daqui optaram por investir no tomate sweet grape, em torno de 35 produtores produzem este tipo de tomate na cidade. O produto é cultivado em estufas e não tem sido alvo de grandes alterações como os outros tipos de tomate”, declara o secretário, que associa essa elevação de preços aos fatores climáticos e de mercado, porque há alguns anos o preço de mercado não tornava o cultivo atrativo.  






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