A receita do sucesso

Publicado em 03 16:39:55/05/2018

     

Quando o jornal A Semana foi fundado, a 8 de maio de 1998, vivíamos uma outra era. As fotografias eram reveladas, não tinha Internet para pesquisa, o aliado do repórter era a agenda telefônica com os dados das suas fontes, o bloquinho e o gravador de fita. Mogi das Cruzes também era outra: era tida como cidade-dormitório por conta do grande número de universitários, o acesso ao município era precário e vivia sob a batuta do coronelismo político que travava a sua modernização. Às vésperas de comemorar duas décadas de circulação no Alto Tietê, o diretor-presidente João Manoel Beraldi de Almeida faz uma retrospectiva da história do jornal, enaltece o posicionamento do impresso em meio ao crescimento da mídia digital e fala do papel do A Semana como formador de opinião. Jornal A Semana: Que balanço você faz destes 20 anos de jornal? João Manoel Beraldi de Almeida: Ao longo destas duas décadas, o nosso trabalho foi de pleno êxito. Contribuímos para o incentivo de renovação política, ajudamos na profissionalização e incentivamos o consumo no comércio local. Denunciamos e compramos brigas com os antigos "coronéis" que não queriam o crescimento da cidade e sempre baseamos nossas denúncias de malversação do dinheiro público pensando no bem-estar da população, que merece conhecer quem a governa, nem que seja nos bastidores. A Semana: Quando vocês fundaram o jornal, você imaginaria que chegasse tão longe? João Manoel: Sim, nunca duvidei disso. Enquanto profissional na área desde 1969, tive poucos empregos que duraram muito tempo. Tínhamos a certeza de que a região necessitava de um jornal gratuito que tivesse abrangência para todas as classes, necessidade essa fortalecida pelo atraso no crescimento da cidade em mais de 40 anos, provocado por uma politica tacanha. A Semana: Então você acredita que o A Semana contribuiu para o crescimento de Mogi? João Manoel: Com certeza! Só o fato de termos apoiado uma renovação politica já seria o suficiente para justificar nossa existência. Hoje temos lideranças jovens e somos exemplo em muitas áreas que são copiadas por outros municípios, torcemos para que eles galguem cargos mais altos e que sejamos exportadores dessas lideranças. A Semana: Como imagina o jornal A Semana daqui a 20 anos? João Manoel: Daqui a 20 anos é muito tempo (risos)! É difícil falar por conta da economia instável que domina o Brasil. Temos de nos sentir vitoriosos pela caminhada até aqui, em que sobrevivemos e nos mantivemos firmes, em meio ao avanço da mídia digital. A Semana: O jornal A Semana sempre foi gratuito. Isso fortalece o posicionamento do periódico como formador de opinião? João Manoel: Sem dúvida. Na minha visão, o fato de darmos informação de forma gratuita e com grande tiragem, é um fator fundamental para incentivar a leitura, fator primordial de um formador de opinião. A mídia impressa tem hoje a concorrência das plataformas digitais, mas o jornal segue firme pela sua postura documental, que permanece para sempre.






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