30% dos mogianos podem ter problema renal

Publicado em 15 08:30:40/03/2013

     

Segundo pesquisa, 75% nem sabiam que estavam doentes

[caption id="attachment_6266" align="aligncenter" width="540"] Rui Gomes: Sintomas só aparecem em estágio terminal e muitos morrem sem ter um diagnóstico[/caption]

Quase 30% da população de Mogi está propensa a desenvolver uma doença renal. Nesse número, incluem-se apenas os dois principais grupos de risco: 91,2 mil hipertensos e 22,2 mil diabéticos, segundo pesquisa epidemiológica do Ministério da Saúde. Estão também muito predispostos os idosos, fumantes, pessoas com sobrepeso, obesas, sedentárias e com alimentação incorreta. Segundo o nefrologista Rui Alberto Gomes, existem 313 pacientes fazendo hemodiálise e diálise peritoneal somente no Instituto de Nefrologia da cidade. De acordo com o último censo da Sociedade Brasileira de Nefrologia, há 100 mil pessoas no Brasil em diálise, com taxa de internação hospitalar de 4,6% ao mês e 17% de mortes ao ano. De acordo com Gomes, 75% das pessoas que iniciam a diálise não sabiam, até então, que estavam doentes. Isso acontece porque os sintomas aparecem somente nos estágios mais avançados do problema, quando elas já ficam dependentes de uma máquina para sobreviver e entram na fila de espera por um novo rim. Mas, para o especialista, basta um exame anual de urina e outro de sangue (com dosagem de creatinina) para detectar se o rim está funcionando normalmente. No entanto, poucos médicos pedem e muitos pacientes morrem sem ter um diagnóstico. “Queremos conscientizar as pessoas e a classe médica sobre a importância da prevenção. O diagnóstico precoce pode conter o avanço da doença”, afirma.

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Transplante

Hoje, a estimativa da Sociedade Brasileira de Nefrologia é de que existam 32 mil pacientes na fila de espera por um rim. Em 2012, aconteceram 5.385 transplantes renais no Brasil, sendo 1.488 de doadores vivos (quando há compatibilidade na família) e 3.897 de mortos. Neste último caso, é preciso ficar na fila e, quando chega a vez da pessoa, ela precisa ter sorte de o rim que chegou ser compatível ao dela. Segundo Gomes, o tempo de espera médio é de cinco anos. O nefrologista salienta que os cuidados são simples: controle da pressão arterial, do diabetes, fazer atividade física regularmente, manter o peso adequado, ter uma alimentação saudável, beber bastante água, não fumar e só usar remédios com orientação médica.






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