Você sabe o que é alopecia?

Publicado em 12/01/2021

     

O ator Lucas Penteado, mesmo já tendo saído do Big Brother Brasil 21, segue sendo um dos personagens principais do reality show da Rede Globo. Além de toda a polêmica, o ex-brother chamou a atenção pelas falhas que apresenta no cabelo, conhecidas como alopecia.

A médica dermatologista Marina Cintra afirma que, no caso do ator, tudo indica que seja sim alopecia, mas que não é possível fazer um diagnóstico sobre o tipo da doença do ator e as causas sem uma avaliação precisa. ”Vimos as lesões na cabeça dele, mas não sabemos o que causou nem o histórico dele. Isso só um profissional pode avaliar presencialmente”.

No entanto, ela aproveita que a alopecia foi citada no caso de Lucas para falar mais sobre a doença. Ela é uma condição em que ocorre uma repentina perda de cabelo do couro cabeludo ou de qualquer outra região do corpo, podendo ou não causar cicatrizes. Segundo a especialista, há vários tipos: a androgenética, conhecida como calvície, geneticamente determinada, que causa não só a queda dos cabelos como o afinamento dos fios. “Temos também a alopecia areata, que leva a falhas circulares, mas que com o tratamento adequado, os fios voltam a crescer”, explica a médica. O diagnóstico da alopecia areata, por exemplo, é feito com um exame chamado dermatoscopia. 

Ela acrescenta a alopecia cicatricial, causadas por traumas, inflamações ou infecções. “Neste caso, forma-se uma cicatriz no local e os folículos do cabelo são destruídos definitivamente”.

Existem algumas outras inflamações que podem deixar cicatrizes permanentes no couro cabeludo. “São as foliculites dissecantes e decalvantes, por exemplo, que causam uma inflamação tão intensa na raiz dos cabelos, que destroem as estruturas que estavam ali e nunca mais os cabelos crescem naquele local”, diz Marina.

 

Tratamento

O tratamento da alopecia vai depender de um diagnóstico bem feito. “O primeiro passo é saber ao certo qual tipo de alopecia aquele paciente tem para então traçar uma linha de tratamento”, reforça. A alopecia areata pode ser tratada com medicamentos à base de corticoide, que são injetados no couro cabeludo, além de tônicos para estimular o crescimento, tudo sob orientação e supervisão do médico dermatologista. 

Marina adianta ainda que a doença, apesar de causar danos emocionais, por problemas na autoestima, não está propriamente relacionada com o estresse. “Problemas psicológicos têm a ver mais com outro tipo de queda de cabelo, chamada eflúvio telógeno, que é transitório e costuma se resolver sozinho”.






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