Prematuros: um dia por vez

Publicado em 29/11/2019

     

De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), nascem 30 milhões de crianças prematuras no mundo, no Brasil são 340 mil. Em 17 de novembro, comemorou-se o Dia Mundial da Prematuridade, que tem como objetivo conscientizar e alertar sobre o número de casos de nascimento de bebês prematuros. Se durante a gestação, a mulher se atentou corretamente aos cuidados e seguiu os cuidados médicos, ainda poderá haver fatores que irão colocar sua gravidez em risco e dar possibilidade de um parto prematuro, como problemas com o colo do útero, estar grávida de gêmeos ou mais, problemas crônicos, como alta pressão arterial, diabetes ou distúrbios de coagulação. Ainda assim, há outros fatores que podem contribuir para a prematuridade, como consumo de tabaco, álcool e drogas ilícitas.

De acordo com o pediatra e neonatologista do Hospital e Maternidade Mogi-Mater, Alexandre Netto, um bebê é considerado prematuro quando nasce antes das 37 semanas de gestação. No entanto, os casos mais extremos são das crianças que nascem antes das 28 semanas, que vão necessitar de maiores cuidados neonatais. Entre as características de crianças que nascem nessa condição, estão: desproporção da cabeça em relação ao corpo; pele muito fina, brilhante e rosada; veias visíveis; respiração irregular e músculos mais frágeis.

 

Humanização

Para o especialista, a tecnologia vem ajudado muito nos cuidados nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) Neonatais, mas o tratamento humanizado tem sido comprovado cientificamente como um dos grandes pilares para o desenvolvimento dos prematuros. “É científico que a humanização da assistência diminui o tempo de internação e acelera a melhora do paciente”, reforça Alexandre. O contato físico também é fundamental para o desenvolvimento do bebê, que logo desde cedo cria um vínculo afetivo com os pais. 

A existência ou não de sequelas a longo prazo depende de cada caso, mas, de modo geral, pode afetar cerca de 30% dos prematuros. “Os bebês podem desenvolver déficit na aprendizagem, distúrbios auditivos e de visão e dificuldades motoras. Em casos mais extremos, é possível haver paralisia cerebral”, explica o médico, reforçando a importância de um atendimento multidisciplinar para acompanhamento da evolução do paciente, principalmente até os oito anos de idade.

 

Para os pais

Nenhum pai ou mãe está preparado para ter um filho prematuro e visitá-lo numa UTI Neonatal. Para quem tem um bebê nessa situação, Alexandre Netto dá um conselho: “É preciso viver um dia de cada vez. Os bebês prematuros demonstram uma grande vontade de viver, então, é hora de comemorar cada vitória, aproveitar todos os dias e não pensar a longo prazo”.






Telefone: 11 4798.8444
Celular: 11 9 3802.6290

© 2020 Copyright - Todos os direitos reservados