Mal de Alzheimer e a atividade física

Publicado em 11/09/2020

     

Um hormônio liberado pelos músculos durante o exercício físico pode ser a chave para a reversão das falhas na memória causadas pelo Alzheimer. A doença neurodegenerativa não tem cura e leva ao comprometimento progressivo das atividades e a uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e alterações comportamentais. Testes com camundongos mostraram que a irisina melhora a comunicação entre os neurônios, preservando as sinapses. A relação ente a produção de irisina e o Alzheimer foi, inclusive, objeto de estudo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).

O médico geriatra Luiz Antônio do Nascimento confirma que os exercícios físicos são fundamentais para a saúde na senesciência e para a prevenção do Mal de Alzheimer. “A irisina de fato melhora o desempenho cerebral, porque ativa os neurônios”, diz o especialista. Ele sugere caminhadas de 30 a 40 minutos, cinco dias na semana, e também a adoção de uma alimentação saudável. “Quanto mais colorido for o prato, melhor”, esclarece Nascimento. 

 

A doença

O Mal de Alzheimer é a mais frequente forma de demência entre idosos e pode surgir a partir dos 75 anos. A doença é neurológica, degenerativa e é caracterizada por um progressivo e irreversível declínio em certas funções intelectuais: memória, orientação no tempo e no espaço, pensamento abstrato e da capacidade de realizar as tarefas cotidianas. Outros sintomas incluem mudança da personalidade e agressividade.

Mas, como a família deve agir? O médico dá algumas sugestões: “Lapsos ocasionais de memória são normais, mas quando os esquecimentos atrapalham a rotina do dia a dia da pessoa, é necessário procurar atendimento médico. Não reprima quando ela contar a mesma história várias vezes como se fosse a primeira vez, procure ajuda especializada”, diz.






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