Doenças respiratórias e o inverno

Publicado em 02/07/2021

     

O inverno chegou e as doenças respiratórias nesta época mais fria se tornam mais comuns. Nesse período do ano, acontece a diminuição das chuvas em algumas regiões como o Alto Tietê, o que deixa a umidade relativa do ar muito mais baixa e acarreta na maior concentração de poluentes na atmosfera. A amplitude térmica, resultado de noites frias e de dias quentes, também acaba influenciando na saúde.

Segundo a professora da UMC, a pneumopediatra Mariângela Faria Cardoso Teixeira, além de todos esses fatores, os ambientes acabam ficando mais fechados por causa das baixas temperaturas e com isso a transmissão de vírus de uma pessoa para outra ocorre com mais facilidade. “Esse fechamento dos ambientes piora os problemas em pacientes crônicos, com asma, rinite, mas também é causador de gripes, resfriados, sinusites, pneumonias em pacientes com ou sem fatores de pré-disposição”, relata.

A médica também explica que ainda existe a questão da sazonalidade de alguns vírus, ou seja, alguns circulam mais nesse período, como os vírus da Influenza, o H1N1, o H3N2, e os do subtipo da Influenza B, que causam a gripe. “Tem também o vírus que causa a bronquiolite viral aguda, muito comum em bebês. Em 2020, como as pessoas ficaram muito em casa por causa da pandemia, a circulação desses vírus sazonais ficou bem baixa. No entanto, esse ano a realidade é outra. Há muitos casos de influenza e de bronquiolite com internações de bebês em enfermaria e em Unidades de Terapia Intensiva (UTI)”, informa.

Nesse contexto, a professora deixa algumas dicas importantes para evitar o contágio por tais doenças. “A ventilação adequada dos ambientes, higiene das mãos, evitar aglomerações, aumentar a hidratação, umidificar as narinas e ter uma alimentação adequada para manter a imunidade são fatores que diminuem a possibilidade de contágio por vírus como os da gripe. A atividade física também é importante para todos os pacientes, em especial para aqueles com doenças crônicas. Outro fator imprescindível é manter a vacinação em dia. Ações simples, mas que fazem toda diferença”, finaliza.






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