Como não procrastinar?

Publicado em 26/03/2021

     

Um ano após o início da pandemia do coronavírus, ainda estamos em fase delicada e desconhecida. Com este novo panorama de isolamento, o desgaste emocional a cada nova estatística ou nova reportagem podem colaborar em alguns sentimentos desconhecidos e descontrolados.

Uma pesquisa feita pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul no ano passado revela que 80% da população brasileira tornou-se mais ansiosa na pandemia. “Este novo contexto social de fato pode desencadear no indivíduo a crença de desesperança, ausência de controle, ansiedade, medos intensos, comportamentos de procrastinação e episódios depressivos”, explica a psicóloga Priscilla Paccitto. Segundo a especialista, com o decorrer do tempo, ocorre um desgaste psicológico, que colabora na intensidade dos pensamentos do indivíduo em não conseguir vislumbrar outras saídas para sanar tais sofrimentos. Com isso, pode vir a falta de motivação. “A partir do momento que  começa tal desorganização interna, também se pode citar a procrastinação que é definida como o adiamento voluntário de uma atividade pretendida e necessária, portanto, o indivíduo age por si mesmo sem ter algum motivo de força maior que o impeça de realizar o que pretendia”, afirma Priscilla.

alguns autores consideram que procrastinar é deixar de lado ou atrasar uma tarefa em benefício de alguma coisa mais rápida e fácil que provoque menos ansiedade. “Pode também haver bloqueios que ocorrem quando adiamos uma tarefa ameaçadora que pode gerar sensações de desconforto e em casos mais desequilibrados sintomas de pânico”, acrescenta. Tanto procrastinadores como bloqueadores teriam esses sentimentos, os excessos de pensamentos e falta de ação.

 

Como reverter

Para Priscilla, é preciso cuidar destes sintomas para não ficarem exagerados e desproporcionais a ponto de interferir com a qualidade de vida, o equilíbrio emocional ou o desempenho diário. Cada pessoa deve buscar medidas para evitar e previnir esses pensamentos: fazer exercícios, manter uma boa alimentação, ler, manter vínculos virtuais, procurar fazer trabalhos artesanais ou ouvir música podem ser alternativas para amenizar esta nova fase de isolamento. Mas a psicóloga deixa claro: em casos da permanência dos sintomas, é importante procurar um profissional da saúde.  

“Os resíduos da pandemia irão repercutir ao longo do tempo, foram muitas perdas, seja danos simbólicos ou danos reais,  vários tipos de luto que deverão ser processados com cuidado e de acordo com cada pessoa. Nós da área da saúde temos e teremos muito trabalho a fazer, precisaremos estar atentos a novas atualizações para acompanhar esta nova demanda que implica consequências em vários cenários como política, conflitos familiares, violência, desemprego e adoecimentos emocionais”, finaliza. 

Psicóloga Priscilla Paccitto

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