Como a pandemia mudou a Medicina

Publicado em 16/10/2020

     

E, de repente, tudo mudou. O caos chegou junto com um vírus que ninguém sabia controlar – e não sabe até hoje. As consultas eletivas foram suspensas e todos os esforços foram concentrados no atendimento aos pacientes com Covid-19. Na frente da batalha, junto com outros profissionais da área da Saúde, estavam eles: os médicos.

O jaleco branco com o nome bordado deu lugar a todo um rol de apetrechos de segurança: jaleco descartável, máscara, face shield, dentre outros. Para quem escolheu a Medicina como profissão, salvar vidas sempre foi o mote, mas tudo se fortaleceu na pandemia. Foi o que aconteceu com o médico urologista Sandro Weintraub. Com o consultório fechado, ele decidiu se voluntariar para trabalhar no combate à Covid no Centro de Referência no hospital de Brás Cubas. “No começo foi um inferno, doentes gravíssimos, ninguém sabia como agir, o medo de contaminar... mas a gente foi aprendendo”, lembra o médico, que acabou se infectando. Do consultório para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Weintraub chegou a fazer 15 plantões por mês. Hoje, já de volta ao consultório, ele exalta a preparação da equipe, que está mais experiente para atender os pacientes com Covid. Ele também destaca que a pandemia trouxe novas possibilidades, como a telemedicina. “Mas nada substitui o relacionamento médico-paciente no consultório, mas o atendimento remoto pode ajudar em situações pontuais”.

Já o médico pediatra Henrique Naufel precisou enfrentar um desafio extra: assumir a Secretaria de Saúde em meio a uma crise sanitária. “Assumi com a proposta de fortalecer a Atenção Básica e, no dia seguinte, foi declarada a pandemia. A partir daí, tivemos que tomar uma série de decisões de forma muito rápida”, conta. 

Como pediatra, ele conta que nunca chegou a parar os atendimentos. “Não sou adepto do atendimento virtual. Na Pediatria, creio apenas na consulta presencial. Graças a Deus, não sei por qual motivo, as crianças estão protegidas e mesmo contaminadas  não desenvolvem formas mais graves da doença. E, até agora, também não passaram para o velhinho aqui (risos)”.






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