Mulheres formadas pelo RenovaBR Cidades 2019 aderem ao Movimento #VaiTerMulherSim

Publicado em 03/02/2020

     

Um grupo de mulheres formadas pelo RenovaBR Cidades 2019 uniu-se em torno do que todas possuem em comum: a vontade de aumentar a participação política das mulheres em todo o Brasil.

Para isso, aderiram ao Movimento #VaiTerMulherSim, criado por Alessandra Shimomoto em 2017, depois de enfrentar dificuldades e falta de apoio quando se candidatou em 2018. “Percebi que essa era a realidade de muitas mulheres”, diz Alessandra.

A partir de então, criou as redes sociais do Movimento #VaiTerMulherSim, reuniu pré-candidatas de sua região e começou a divulgá-las, independentemente de partido ou ideologia, mostrando que essas mulheres não eram laranjas ou cabo eleitorais dos homens e, sim, candidatas, com capacidade de se elegerem.

E, assim, surgiu o Movimento #VaiTerMulherSim, um movimento suprapartidário e plural, que quer mudar essa realidade. Tendo como missão atrair mulheres para a política, pretende servir como rede de apoio para as candidatas e fornecer formação para as mesmas.

Em apenas cinco dias o Movimento agregou mais de 70 mulheres, todas pré-candidatas às eleições 2020 (executivo e legislativo). A lei nº 9.504, de 30 de setembro de 1997, diz que “cada partido ou coligação preencherá o mínimo de 30% (trinta por cento) e o máximo de 70% (setenta por cento) para candidaturas de cada sexo”.

Um estudo feito pela ONU Mulheres em 2017 coloca o Brasil na 154ª posição de participação das mulheres no Congresso, em um universo de 174 países. As estatísticas brasileiras seguem em direção contrária à política de cotas, havendo uma desproporção entre o número de eleitoras (52%), candidatas (31,89%) e eleitas (11% em média). (ONUBR, 2017). Os resultados da pesquisa “Mulheres na Política”, realizada pelo DataSenado, em parceria com a Procuradoria Especial da Mulher, levam a crer que há uma demanda reprimida de mulheres possíveis candidatas: 12% das entrevistadas afirmam que já pensaram seriamente em se candidatar, mas nunca levaram esse projeto adiante. O principal motivo alegado pelas próprias mulheres para não se candidatarem é a falta de apoio dos partidos políticos (com 41% das respostas). A falta de interesse por política aparece em segundo lugar (23%), e a dificuldade de concorrer com homens em terceiro (19%).






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