Mauro Araújo e Leonel Zeferino se manifestam sobre investigação

Publicado em 13/11/2019

     

Matéria atualizada ás 20h30 de 13/11

 

O Ministério Público e a Polícia Militar cumpriram mandados de busca e apreensão no gabinete do vereador Mauro Araújo (MDB), na Câmara de Mogi das Cruzes, e em mais três endereços na quinta-feira, dia 13. Trata-se de uma investigação de lavagem de dinheiro, corrupção e tráfico de influência, envolvendo o nome do vereador Mauro Araújo (MDB) e o empresário Joel Leonel Zeferino. A ação foi comandada pelo promotor Kleber Henrique Basso e apreendeu aparelhos de celular, documentos na residência e local de trabalho do vereador. Os mandados servirão para instruir um procedimento de inquérito criminal e todo o material apreendido está sendo objeto de análise para verificar quais são as medidas a serem adotadas no caso.

 

A apuração começou com a compra de vários veículos em um leilão no começo deste ano, realizada por Zeferino. De acordo com a promotoria, os carros seriam comprados para o vereador, que já teria intermediado alguns negócios para o empresário. O Ministério Público apura se houve lavagem de dinheiro, corrupção e tráfico de influências por parte de Araújo, para favorecer Zeferino, inclusive na prefeitura.

 

Leia na íntegra a nota dirigida à imprensa:

 

"Há alguns meses, em sociedade com um amigo, participei de um leilão de carros. Arrematamos alguns automóveis e depois descobrimos que se tratava de fraude.

Como comum com qualquer pessoa que atue com boa fé, para tentar reparar os prejuízos e punir os culpados, levamos o caso à Polícia e pedimos que fosse o evento investigado para punição dos estelionatários. 

Não bastasse, foi ajuizada ação perante a justiça, pedindo indenização e ressarcimento em face de instituição bancária que liberou indevidamente o pagamento. 

Surpreendentemente, sem que nunca fosse ouvido por quem quer que fosse, sem que fossem analisados meus ganhos na atividade privada, fui transformado de vítima em autor, o que, com todo respeito, é inacreditável.

Estou certo de que com tudo apurado e constatada toda retidão do negócio, que, aliás, sempre tem sido o norte da minha vida pública quanto privada, será a investigação levada a arquivo.

Lamentando enormemente a pirotecnia feita quando do cumprimento da diligência, agastado em deixar de ser vítima para ser suspeito, com confiança nas instituições, aguardo com serenidade o arquivamento da apuração que por certo se dará em futuro próximo." 

Mauro Luís Claudino de Araújo

Nota na íntegra de Leonel Zeferino

 

“CONFUNDINDO VÍTIMA COM LADRÃO”

 

Em anos de vida pessoal e com uma carreira consolidada na área da Construção Civil, jamais dei motivos às forças policiais para desconfiarem de meus hábitos e de meu padrão de vida. 

É triste sinalizar que, pelo visto, confundiram vítima com ladrão, não percebendo, creio eu, o quanto constrangeu toda a minha família e a todos os que nos cercam durante a ação realizada nesta quarta-feira - e o mais grave, injustamente.

É importante, de toda forma, esclarecer os fatos. Poucos meses atrás, em parceria com um amigo, arrematei alguns automóveis num leilão. Tempos depois, no entanto, descobrimos que se tratava de fraude. 

A exemplo de qualquer pessoa de boa fé, na tentativa de reparar os prejuízos e punir os culpados, levamos o caso ao conhecimento da Polícia Civil, e solicitamos que fosse aberta uma investigação quanto ao ocorrido, visando, ainda, à punição dos estelionatários. 

Alem disso, foi ajuizada uma ação na Justiça, abarcando indenização e o ressarcimento em face ao banco que autorizou de maneira indevida o pagamento do leilão.

Mesmo eu nunca ter sido ouvido pelas autoridades sobre o caso, de lá para cá, hoje, de forma inesperada, passei da condição de vítima para suspeito - uma inversão de valores que não imaginei passar nessa altura da vida.

Estou certo, por outro lado, de que, uma vez devidamente apurado o ocorrido e constatado que sempre agi com retidão no tocante aos meus negócios e à minha vida, na conclusão da investigação, que muito me chateou hoje, a verdade vai apetecer e será arquivada a apuração. 

De toda maneira, lamento enormemente a forma como foi conduzido o cumprimento da diligência comigo na inusitada qualidade de suspeito. 

Apesar do dissabor, deixo consignado que ainda confio nas instituições, e que sigo não desejando tal experiência para nenhum inocente.

Leonel Zeferino






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