Ex-presidente do Sindicato dos Bancários encerra participação no movimento sindical

Publicado em 21/10/2019

     

Foram 40 anos de trabalho no setor financeiro e mais de 30 no movimento sindical. Dessa trajetória que começou despretensiosa, mas se converteu como o alicerce da luta dos bancários no Alto Tietê, Francisco Carlos Candido, um dos fundadores do Sindicato e presidente por três mandatos que encerra este mês sua participação no movimento sindical, deixa como legado um grande exemplo de dedicação e inspiração para essa nova geração de bancários que encara o desafio de reconstruir a luta e pautar as questões trabalhistas.

Desde que ingressou sua carreira como bancário do Itaú, Candido se colocou à disposição para a luta em defesa da classe trabalhadora. Esse espírito de liderança e combatividade o credenciaram para um novo desafio que culminou com a fundação do Sindicato dos Bancários de Mogi das Cruzes e Região, entidade que ele ajudou a fundar e a consolidar como importante instrumento de defesa dos trabalhadores do ramo financeiro na região do Alto Tietê.

Candido esteve presente nas grandes conquistas da categoria e acompanhou de perto todas as mudanças do sistema bancário, bem como as transições de governo que impactaram nos rumos da política econômica do País e nas mudanças de moedas que tivemos ao longo da história.

Sempre disposto à luta, Candido conduziu por mais de três décadas o enfrentamento aos banqueiros e ocupou vários cargos na diretoria executiva do Sindicato dos Bancários de Mogi das Cruzes e Região. Atuou ainda como diretor da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito (Fetec) de São Paulo.

Participou ativamente de diversos movimentos sociais que buscam pela democracia, pela defesa das empresas públicas e pelo respeito e valorização da classe trabalhadora. Sua gestão à frente do Sindicato foi marcada ainda pela defesa da igualdade de oportunidades e pela valorização da mulher.

Na avaliação de Candido, o movimento sindical precisa se renovar. Segundo ele, essa conjuntura marcada pela reforma trabalhista, terceirização das atividades fins, desmonte das empresas públicas e da Previdência exige um novo perfil de enfrentamento às forças conservadoras que se instalaram no País:

“Saio do Sindicato, mas o Sindicato nunca sairá de mim. Sempre continuarei lutando por direitos e defendendo os interesses da classe trabalhadora. No momento que vivemos, precisamos incorporar à luta e ajudar a formar novas lideranças. Nesse cenário de perdas, retrocessos e falta de perspectivas no que se refere à geração de empregos, há muito o que se fazer, mas essa luta inicia agora uma nova vertente para vencermos”, conclui.






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