Mogi tem déficit de 35% de policiais civis

Publicado em 04/06/2021

     

O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo divulgou esta semana os dados atualizados do mês de março sobre o déficit de policiais civis no Estado de São Paulo, com números divididos por delegacias regionais e por carreiras.

O déficit estadual está perto de 35%, então, em média, a Polícia Civil trabalha com apenas 65% dos seus cargos ocupados no Estado. A seccional de Mogi das Cruzes está na média estadual e trabalha com somente 64% dos seus cargos ocupados. Em números absolutos, Mogi tem 524 profissionais e precisaria de mais 290 policiais para ocupar os cargos previstos em lei. Segundo o estudo baseado no mês de março, Mogi tem 50 delegados – a lei prevê 51. A diferença para o cargo de escrivão é mais gritante, 123 profissionais para 232 necessários pela legislação. A cidade tem 187 investigadores e a quantidade necessária seria 266. Já o número de agentes em Mogi, 111, é quase metade do que a lei determina, 210.  Para o cargo de agente de telecomunicações, Mogi precisaria de 38 e tem 26. Apenas nos cargos de papiloscopista e auxiliar de papiloscopista a cidade ultrapassou o número de profissionais necessários: a lei estabelece quatro papiloscopistas e 13 auxiliares e Mogi das Cruzes tem sete e 20, respectivamente.

De acordo com o sindicato, além de sobrecarregar os policiais, que chegam a realizar a função que deveria ser feita por quatro pessoas, esse déficit compromete muito a qualidade do serviço de investigação e a segurança pública dos moradores da região. “Esse déficit é um dos problemas que formam o triste cenário da Polícia Civil de São Paulo. Hoje trabalhamos com equipamentos obsoletos, viaturas sem manutenção e delegacias em péssimo estado de conservação”, diz a presidente do sindicato, Raquel Kobashi Gallinati. “A situação só não é pior pela dedicação dos policiais, que se desdobram para oferecer uma segurança pública de qualidade, ainda que o resultado fique abaixo da potencialidade da polícia, pela falta de investimento do Governo”, completa a presidente.






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