Para você ficar em casa, eles trabalham

Publicado em 01/05/2020

     

Funcionários de supermercado, bombeiros, policiais, frentistas, garis, jornalistas, carteiros, entregadores, motoristas, caminhoneiros, fora os profissionais da área da saúde e de outros setores: para eles, não há quarentena. Os trabalhadores dos serviços essenciais – enumeramos apenas alguns - não pararam um dia sequer desde o início do isolamento. Para eles, não há a chance de sentir o tédio de estar em casa. Todos os dias eles saem para trabalhar para garantir que quem pode ficar em casa tenha à mão todos os produtos e serviços que precisa para sobreviver. 

Eles se expõem ao risco de serem contaminados e, na volta para o lar, muitas vezes se privam do convívio com a família para os proteger. Para você ter comida em casa, trabalham os funcionários do mercado. Para que haja comida nos mercados, trabalham os caminhoneiros e os agricultores. Para você comprar os seus remédios, trabalham os farmacêuticos. Para você receber sua pizza, trabalham os entregadores. Para as ruas estarem limpas, trabalham os garis. Para você ter segurança, trabalham os policiais. Milhares de pessoas colocam suas próprias vidas em risco para resguardar todos vocês.

Ninguém se expõe a uma pandemia porque quer. Os trabalhadores dos serviços essenciais estão trabalhando porque precisam. Quem está parado também precisa voltar ao trabalho. Sim, é verdade, as contas continuam chegando e a geladeira não se enche sozinha. Mas é preciso paciência, só mais um pouco. Precisamos achatar a curva em respeito ao nosso sistema de saúde, que sofre há décadas com o descaso dos nossos governantes. Uma sociedade não se faz com um presidente, um governador, um deputado, um vereador ou um prefeito. A sociedade é feita de todos nós. É um trabalho conjunto em prol do bem-estar comum. Esta não é a hora de pensar como seres individuais. Esta é a hora de mostrar que o Brasil pode sim dar exemplo.

Então pense neles na próxima vez que você juntar amigos para uma festinha em casa. Pense nos filhos deles quando você sair sem máscara ou a jogar no chão. Pense nos pais deles quando você desrespeitar a quarentena.

Apenas quando dermos rostos aos números podemos pensar melhor nos riscos que causamos quando relevamos o coronavírus. Não dá para tratar vidas com ironia ou trocadilhos. Cabe a todos nós a responsabilidade de zelarmos pela própria vida e pela desses trabalhadores.






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