Menos auxílio-moradia, mais vacinas

Publicado em 26/02/2021

     

As doses de vacina estão acabando. Esta semana, Mogi determinou que apenas que o imunizante seria aplicado apenas em idosos com 85 anos ou mais que ainda não tomaram o imunizante e em profissionais da linha de frente que estão recebendo a segunda dose.

Em Poá, a vacina está restrita para a segunda dose de profissionais da saúde. A prefeitura de Santa Isabel também interrompeu na segunda-feira (22) a campanha de vacinação contra a Covid-19 por falta de vacinas. O último lote de imunizantes que o município recebeu foi no dia 9 de fevereiro. Guararema, Ferraz e Salesópolis, assim como Suzano, também suspenderam as campanhas.

Mesmo com a notícia de que a região iria receber esta semana 11.499 doses, estas já teriam destino certo: idosos entre 85 a 89 e novas doses para imunização de idosos de 80 a 84 anos. Até o momento, os municípios receberam apenas 59% do total de doses de CoronaVac enviadas para trabalhadores de saúde para aplicação de segunda dose.

Com tanta demora em encaminhar novas vacinas, quanto tempo vai demorar para imunizar toda a população? O que falta? Jogo de cintura? Insumos? Vontade? Traquejo político?

Falta de dinheiro não é. Enquanto sonhamos com a tão esperada vacina e choramos as mais de mil mortes diárias pela Covid, cada deputado tem R$ 111.675,59 por mês para pagar salários de até 25 secretários parlamentares, que trabalham para o mandato em Brasília ou nos estados. Eles são contratados diretamente pelos deputados, com salários de R$ 1.025,12 a R$ 15.698,32. 

Além disso, os deputados federais têm direito a receber um auxílio-moradia no valor de R$ 4.253,00 quando não ocupam um dos 432 apartamentos funcionais que a Câmara tem em Brasília. Vale lembrar que o salário atual de parlamentar é R$ 33.763,00 – daria facilmente para pagar seu próprio aluguel. 

Isso sem falar nos gastos com viagens e todos os pagamentos do Judiciário e políticos aposentados. Dinheiro nunca foi o problema do Brasil. O grande problema do nosso país é que enquanto uns comem lagosta e caviar, comprados com dinheiro público, o brasileiro comum precisa escolher entre comprar muçarela ou um peito de frango, ovo ou salsicha. Uns no luxo, outros no lixo. 

O Brasil e o SUS têm alta capacidade de promover uma vacinação em massa. Na época do H1N1, foram aplicadas mais de 80 milhões de vacinas em três meses. Sabemos que a demanda é mundial, mas daria para fazer melhor.






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