Poluição do ar de Mogi é duas vezes maior do que o recomendado

Publicado em 07/02/2020

     

O Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam) está preocupado com a qualidade do ar do Estado de São Paulo. Conforme o Proam, atualmente a emissão de material particulado na atmosfera em algumas regiões de São Paulo está em níveis elevados. Segundo recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), a tolerância dos organismos humanos é de exposição até 50 mg/m³ (cinquenta microgramas por metro cúbico), valor que já é questionado por estudos científicos atuais, que apontam um limite tolerável de 20 mg/m³. Segundo a meta de referência, praticada para algumas regiões paulistas, incluindo Mogi das Cruzes, o valor é de 120 mg/m³. Essa classificação foi aprovada pelo Consema - Conselho Estadual de Meio Ambiente - para vigorar até 2023.

Para o presidente do Proam, Carlos Bocuhy, os valores de poluição praticados evidenciam um grave risco à saúde da população paulista. “Estudos da Faculdade de Saúde Pública da USP apontam um custo anual estimado de US$ 1,7 bilhão nas 29 maiores cidades do país devido à péssima qualidade do ar”, afirma o ambientalista. Os grupos mais vulneráveis são as populações de baixa renda, que se encontram em áreas menos preservadas, as crianças e os idosos, mais suscetíveis à poluição.

O principal problema em São Paulo, de acordo com o Proam, é que o Decreto 5.913 de abril de 2013, que estabele novos padrões para a qualidade de ar do Estado, não acolheu a deliberação do Consema que determinava etapas sucessivas. “Foram suprimidos os prazos fixos aprovados pelo Consema para a vigência da primeira etapa, de 120 mg/m³, que passaria a vigorar a partir de janeiro de 2013 por três anos, até o final de 2015, mas hoje essa fase, em função da precariedade do Decreto, está agora permitida até 2023”, diz o ambientalista.






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