Quarentena e a convivência entre casais

Publicado em 17/04/2020

     

Há quase um mês em isolamento social, muitas pessoas que antes tinham suas próprias atividades, precisaram se readequar a esta nova realidade. O mesmo vale para os casais, que estão aprendendo diariamente a lidar com a convivência extrema com seus parceiros dentro de casa.

A professora de Educação Física Lívia Santos Perez tem habitualmente uma rotina bem atribulada. Ela se dividia diariamente entre as aulas nas academias e em uma escola estadual da cidade. O marido, o empresário Roberto Perez, também tinha as suas atividades extensas ao longo do dia no atendimento aos seus clientes. Com a correria do dia a dia, os dois só tinham a noite e os fins de semana para aproveitar a companhia um do outro. Só que isso mudou desde o início da quarentena: agora, ambos estão juntos, 24 horas por dia. “Somos casados há sete anos e estamos juntos há 16 anos e nunca ficamos tanto tempo juntos como agora”, conta Lívia. Ela destaca que este tempo tem servido inclusive para fortalecer a união. “Conseguimos entender e conhecer ainda mais o outro, até em coisas sutis e sobretudo em compreender o espaço da outra pessoa”.

Para a psicóloga Priscilla Paccitto, essa nova estrutura do lar, juntamente com toda a situação da pandemia, pode trazer à tona mais vulnerabilidade, assim como brigas e desentendimentos. No entanto, ela reforça a importância de fortalecer o diálogo entre o casal. “Agir sem empatia é a principal causa de discussões e brigas em qualquer ambiente. Não agir de forma impulsiva e não se deixar levar pela raiva fortalecerá ainda mais os laços afetivos com as pessoas ao nosso redor”, explica a profissional.

 

 

Manter a individualidade

Respeitar o espaço do outro e seguir realizando atividades individuais é importante mesmo em período de quarentena. Por mais harmoniosa que esteja sendo a convivência, é imperativo fazer coisas separadamente. “Quando ele quer assistir um filme que não gosto, aproveito para ler um livro. Se ele está trabalhando eu assisto a um filme. Acho que a convivência está melhor na quarentena do que na correria de antes, estamos usando como aprendizado para fortalecer mais a relação e reconhecer o espaço do outro”, garante Lívia. 

A psicóloga afirma que essas atitudes são fundamentais: “Administrar de forma saudável estas novas adaptações é uma nova descoberta  promove autoconhecimento”.






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