Prefeitos e Associação Comercial contestam permanência na fase laranja

Publicado em 29/06/2020

     

A direção do CONDEMAT – Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê vai questionar o Governo do Estado sobre a avaliação dos critérios que mantiveram a Região na fase laranja do Plano SP, conforme anúncio oficial ocorrido na sexta-feira (26). Os prefeitos ressaltaram que o Alto Tietê tem condições de seguir para a etapa amarela e temem impactos maiores na economia regional com o avanço da flexibilização na Capital, além do aumento das taxas de transmissão da doença.  

Um ofício com vários questionamentos, em especial com solicitação de maior clareza nos dados e na fórmula de cálculo dos critérios de classificação, está em fase de elaboração pela equipe técnica do CONDEMAT e será protocolado no Governo do Estado esta semana.

Um dos principais argumentos do CONDEMAT, no entanto, é a taxa menor de óbitos que região tem em relação a Capital. De acordo com os próprios dados do Estado,  que contabilizam 1.233 vítimas fatais, o Alto Tietê tem 40,6 óbitos a cada 100 mil habitantes. São Paulo, que avançou para a fase amarela, tem 55,4 mortes para cada 100 mil habitantes.

A direção da ACMC – Associação Comercial de Mogi das Cruzes também criticou a permanência da cidade na fase laranja da retomada econômica. Para o presidente da ACMC, Marco Zatsuga, a classificação atual não condiz com a realidade da cidade, que tem apresentado uma boa evolução nos indicadores de controle da epidemia. Mais do que isso, ele disse que o comércio local é prejudicado pelo fato das cidades vizinhas estarem funcionando por seis horas, enquanto em Mogi são apenas quatro horas, conforme determinação do Ministério Público.

“Entendemos que a cidade tem condições dessa flexibilização maior, até porque seis horas por dia de funcionamento permite uma melhor distribuição dos consumidores, reduzindo os riscos de aglomerações”, pontuou Zatsuga.

“Além disso, há condições para que os bares, restaurantes e salões de beleza também possam funcionar. Os empresários, de maneira geral, estão cientes dos protocolos de segurança que precisam ser incorporados na retomada das atividades”, acrescentou o presidente da ACMC.






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