O trabalho deles não pode parar

Publicado em 01/05/2020

     

Mais de um mês de quarentena, em respeito ao decreto do Governo do Estado de São Paulo. São vários serviços suspensos para evitar uma possível contaminação ou propagação do coronavírus. Milhões de brasileiros estão em isolamento social, saindo de casa o mínimo possível. Mas, fora desse rol de pessoas, estão aqueles que não podem parar de trabalhar. São os chamados serviços essenciais para que o Brasil não pare de vez. Além dos profissionais de saúde, tão importantes nesta época de pandemia, devemos reverência a milhões de trabalhadores que, diariamente, saem de casa para prestar seus serviços à sociedade. São motoristas, funcionários de supermercado, jornalistas, policiais, bombeiros, trabalhadores da limpeza pública e entregadores, dentre outros, que estão no exercício das suas funções, trabalhando para que o restante da população possa ficar em segurança.

Esse é o trabalho do soldado suzanense Flávio Torquato, de 27 anos, desde antes da imposição da quarentena. No 48º Batalhão da Polícia Militar em Guaianases, onde atua, ele convive diariamente com os riscos da profissão que escolheu com o coração. “A profissão precisa ser escolhida com amor. No caso de policial, é preciso amar duas vezes mais”, diz o soldado. Ele não tem a opção de ficar em casa e, mesmo se tivesse, escolheria estar nas ruas, fazendo seu trabalho. “Todos os dias saímos de casa sem saber o que vai acontecer, mas vamos para as ruas porque não podemos parar”. Desde o início da quarentena, máscaras e álcool em gel fazem parte da sua rotina, mas, para Flávio, o que importa mesmo é a segurança. “É o fundamento do nosso trabalho”.

 

Segurança para os clientes

Proteger é a palavra de ordem no hipermercado Shibata da Vila Industrial, onde Priscila Martins atua como fiscal de caixa líder. Desde o início da pandemia, ela segue na loja, para oferecer aos clientes mantimentos e, sobretudo, segurança para os clientes e funcionários. “Higienizamos carrinhos e cestinhos constantemente, organizamos as filas dos caixas para evitar aglomerações e os funcionários trabalham com máscaras e álcool em gel”, explica Priscila. Ela ressalta que os próprios clientes constantemente agradecem pelos serviços prestados. “Eles elogiam os cuidados que temos com os funcionários e com os clientes”. Priscila não pode parar, mas os cuidados estão redobrados. “Quando chego na minha casa tiro os sapatos para entrar e já vou logo tomar banho. Lavo imediatamente meu uniforme e higienizo minhas máscaras”.

 

Corrente de serviços

Para que Flávio e Priscila possam trabalhar, existem profissionais como o Claudemir Cabral, que está no meio da corrente interligada de serviços. Ele é motorista carreteiro no ramo de celulose e matéria-prima para fábricas de papel. Para que haja papel para limpar as mãos nos sanitários, por exemplo, e para manter a produção industrial em tudo, ele dirige pelas estradas para levar a matéria-prima até às fábricas. “São dias longe da família, sozinho, para manter os serviços funcionando”.






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