Mogi, uma cidade completa

Publicado em 30/08/2018

     

Às vésperas da comemoração dos 458 anos de Mogi, o prefeito Marcus Melo fala sobre como a cidade respira após um ano de crise nacional e adianta os planos para o futuro e para melhorar o que já está funcionando.

 

Jornal A Semana - Pela primeira vez na sua gestão, Mogi terá a Expo Mogi. A que deve esse melhora no orçamento que possibilitou a organização da festa?

Marcus Melo - Enfrentamos no ano passado uma das maiores crises da história do País. Cortamos gastos, renegociamos contratos, contingenciamos parte do orçamento. Chegamos a programar para imprimir em preto e branco todas as centenas de impressoras utilizadas pela Administração. Foi um período difícil, mas Mogi conseguiu passar por esse período sem precisar suspender nenhum serviço oferecido à população, ao contrário de muitas cidades. Neste ano, mantivemos os mesmos ajustes, o que está permitindo que a cidade retome sua capacidade de investimento. Neste mês de setembro teremos uma vasta programação, com entregas de grandes projetos e teremos também a volta da Expo Mogi, ainda num formato menor do que ano passado, porque precisamos continuar controlando os gastos, com uma boa programação cultural, com bons nomes da música brasileira. 

A Semana - O que Mogi tem de bom que pode ser "copiado" pelos outros municípios?

Melo - Mogi é uma cidade privilegiada porque tem um povo trabalhador, que arregaça as mangas para produzir, e teve bons gestores no passado, que se preocuparam com a cidade e o seu desenvolvimento. A preocupação com a cidade está acima de qualquer interesse político. Por isso Mogi está hoje numa situação muito boa, com uma educação que funciona, com uma saúde que é referência não só para a região, como para o Estado e o País. 

A Semana - Qual é o grande desafio de administrar Mogi?

Melo - Mogi é uma cidade que não para de crescer, de atrair novos habitantes a cada dia. Nosso desafio é manter os serviços funcionando bem e avançar sempre. A demanda por serviços de saúde e educação não para de crescer nunca, principalmente porque a crise fez com que muitas famílias perdessem a capacidade de pagar uma escola particular para os filhos ou o plano de saúde. Temos a demanda para melhorar a segurança que, constitucionalmente é obrigação do Estado, mas a Prefeitura precisa ajudar para que nossa continue sendo segura. Mogi também precisa vencer os desafios da mobilidade urbana. E tudo isso exige muito investimento. E não há uma contrapartida adequada do governo federal ou estadual. Uma questão que precisa ser revista com urgência é a divisão dos recursos previstos no pacto federativo. Hoje, 60% de todos os impostos gerados na cidade vão para o Governo Federal, 25% para os Estados e apenas 15% ficam nos munícipios. 

 

A Semana - O que falta em Mogi?

Melo - Mogi é uma cidade completa, que oferece boa qualidade de vida para seus moradores. Claro que ainda tem problemas, que precisa avançar em muitos setores, mas estamos muito acima da média. Tenho muito orgulho de estar prefeito da cidade em que nasci, moro, onde tenho meus amigos e familiares.






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