Entenda como funciona a ECMO, tratamento utilizado no ator Paulo Gustavo

Publicado em 15/04/2021

     

Considerado um equipamento de alta complexidade, a ECMO (Oxigenação por Membrana Extracorpórea, em tradução livre) é um tratamento avançado de suporte à vida, como se fosse um coração ou pulmões artificiais. Com o avanço dos casos de Covid-19 no Brasil, o aparelho se tornou uma alternativa importante no tratamento de pacientes graves, como no caso do humorista Paulo Gustavo, submetido ao procedimento. De acordo com o boletim médico divulgado na manhã de quinta-feira, dia 15, apesar de não ter mais sinais de hemorragias, a situação clínica de Paulo Gustavo ainda é crítica.

Segundo o médico pneumonologista Olavo Ribeiro, a utilização da ECMO é feita quando ocorre a falência respiratória ou cardíaca. Ele explica que o método é indicado, além de quadros graves de Covid, em casos de doenças gravíssimas nos pulmões, como gripe H1N1, por exemplo. O especialista acrescenta que a ECMO pode funcionar em duas modalidades: em casos de insuficiência respiratória, quando há uma deficiência na oxigenação, ou quando há falência cardíaca, quando o coração está fragilizado demais para bombear o sangue. “A terapia ECMO não é novidade no Brasil e geralmente é utilizada em casos em que o paciente está aguardando um transplante de coração ou de pulmão”, afirma o médico.

 

Como funciona 

A técnica faz a circulação e a oxigenação artificiais do sangue por meio de uma máquina ligada ao paciente através de cateteres. Ela permite a sobrevida enquanto a equipe realiza outras intervenções terapêuticas nos órgãos afetados, a fim de aumentar as expectativas de retomar seu funcionamento adequado, ampliando as chances de cura.“A ECMO é uma alternativa de suporte de vida transitória, ou seja, deve ser aplicada quando há chances de recuperar o funcionamento destes órgãos”, explica o médico. Ele faz uma importante analogia para entender o tratamento: “É como se fosse uma ponte para a vida, em que o paciente passa de um estado grave até a reversão do quadro ou do transplante”.

Ribeiro garante que a terapia só é usada quando a equipe médica vislumbra uma possibilidade de cura. “A ECMO é instalada quando há esperança de que o quadro de lesões seja revertido”, diz.

O pneumonologista relembra um caso em que o tratamento foi utilizado em uma paciente internada no Hospital Ipiranga com H1N1 em estado grave, há cerca de dez anos. “Os pulmões estavam muito comprometidos, ela foi submetida à ECMO por duas semanas e conseguimos reverter o quadro, ela foi resgatada para a vida”, diz.






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