Eles fizeram de Mogi seu lar

Publicado em 30/08/2019

     

Com seus mais de 445 mil habitantes, Mogi das Cruzes é terra da gente. As fronteiras da cidade abrigam o lar não só de quem por aqui nasceu, mas também de quem chegou por estradas e vielas e, em terras fundadas por Gaspar Vaz, fizeram de Mogi sua casa, ainda que a certidão de nascimento assim não fale. Quem veio de outras cidades e respira os ares mogianos não tem dúvidas: nossa linda Mogi abraça todos os povos, compreende todos os sotaques e convida para ficar.

Dizem que quem bebe da “água da biquinha” mogiana não vai embora. Foi o que aconteceu com o médico ginecologista e ex-deputado estadual Luiz Carlos Gondim. Cearense de Fortaleza, tinha o sonho de ser médico. Em 69, veio para Mogi para cursar faculdade e daqui nunca mais saiu. Por aqui constituiu família: é casado com Jane Hallage, pai de  Larissa, Roberta e Hani, e avô de duas netas, Ana Luiza e Manoella.  Exerce a Medicina até hoje, mantém um atendimento em Mogi das Cruzes e municípios da Região. Há muitos anos realiza trabalho junto à população carente, prestando orientação sobre temas ligados à saúde, meio ambiente, esportes e combate às drogas. A paixão pela cidade o levou para a vida política: foi vereador e deputado estadual, sempre defendendo as bandeiras da saúde e meio ambiente na região. Mas, afinal, o que Mogi das Cruzes tem? “É uma cidade grande e, ao mesmo tempo, uma cidade do interior, com um povo conservador e muita gente do bem”, justifica.

Gondim também é bastante ativo na vida religiosa da cidade. Este ano, ele e a esposa foram os festeiros da Festa do Divino Espírito Santo de Brás Cubas e ambos são presença freqüente na Paróquia Nossa Senhora Aparecida e São Roque.

 

Arte com a cara da cidade

Quando se fala nos artistas mogianos, impossível esquecer de Maurício Chaer. Conhecido pelas curvas, volume e cores de suas peças, ele nasceu em Uberaba-MG, mas foi por terras mogianas que formou toda sua carreira, com distinção internacional - suas obras estão instaladas em diversas cidades do país e do exterior, como Madri e Lisboa. “Viemos para Mogi quando eu tinha nove anos, vindos do Tatuapé. Meu pai tinha muita amizade com Francisco Sanchez, que já morava por aqui”, conta.

Chaer empresta seu talento aos quatro cantos da cidade: suas obras podem ser encontradas em diversos pontos da cidade, como nas praças Assumpção Ramirez Eroles e Monsenhor Roque Pinto de Barros, no Parque Centenário e no canteiro central da Rua Manoel Bezerra de Lima Filho. A maioria foi confeccionada em ferro e cimento e revestida com pastilhas vidrotil. Ele foi, aliás, um dos maiores incentivadores para a criação do Centro Cultural, que, no início do ano, abrigou sua mostra “Galhinhos Entre Nós”. “Preparei essa exposição durante três anos, utilizando somente galhos. É um tipo de trabalho que já faço há muito tempo e nunca tinha feito uma exposição com eles”.

 

Solidariedade

Quem conhece Débora Lapique sabe que ela move montanhas para ajudar quem mais precisa. Como diretora de Eventos do Lions Clube Mogi das Cruzes, ela move mundos e fundos para encabeçar as campanhas da instituição, sempre em prol dos mais desfavorecidos, sobretudo nas áreas de Educação, Saúde, Esporte e Cultura. Nascida na cidade mineira de Paraisópolis, há mais de 30 anos colabora com o desenvolvimento da cidade. “Mogi foi a cidade que me abraçou e deu oportunidades, onde criei meus filhos. Sou apaixonada por Mogi”, declara.

De família tradicional e católica, Débora elogia a tradição mantida com as festividades religiosas, onde ela é bastante participativa: já foi capitã-de-mastro da Festa do Divino de Brás Cubas da igreja Nossa Senhora Aparecida e São Roque e da Festa do Divino do Rodeio/Ponte Grande da Igreja Nossa Senhora de Guadalupe. Também foi festeira da Festa de Sant'Anna e da Festa do Divino de Brás Cubas. “Aqui assistimos ao desenvolvimento e progresso, mas sempre com um toque de tradição e conservadorismo, e isso que me fascina na cidade”, elogia.

 

 

Uma cidade de oportunidades

Muitos que por aqui chegam vêm em busca de crescimento profissional. Com quatro polos industriais – Brás Cubas, Taboão, Cocuera e César de Souza -, a cidade há muito é vista pelo seu potencial industrial, abrigando várias empresas. Uma delas é a Petrom, indústria química instalada na região da Vila Moraes e que é a maior fabricante latino-americana de Anidrido Ftálico, composto químico utilizado na produção de corantes e outras aplicações industriais.

O diretor administrativo José Roberto Pilon veio para a cidade aos 37 anos para trabalhar na empresa. Nascido em Cerquilho-SP, na região metropolitana de Sorocaba, ele enxergou em Mogi não só uma chance de alavancar a carreira, mas também um lugar para chamar de lar. “Pude rever em Mogi as características interioranas, nas quais fui criado na minha cidade natal”, conta Pilon. Por terras mogianas, ele destaca as festas da cidade – Akimatsuri e Festa do Divino – como seus momentos favoritos em Mogi. “São muito tradicionais”, justifica.






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