Das ruas de terra para o desenvolvimento

Publicado em 30/09/2019

     

Comemorando aniversário no mesmo dia da cidade de Mogi, dia 1º de setembro, o prefeito Marcus Melo, em entrevista exclusiva ao jornal A Semana, relembra a infância e, como administrador da cidade, fala dos desafios de acompanhar o crescimento de Mogi.

 

Jornal A Semana: Em que bairro o senhor cresceu?

Marcus Melo: Na minha infância, cresci na rua Braz Cardoso, perto da Praça Rotary, e quando já estava na adolescência morei na avenida Japão. Mas naquela época Mogi era uma cidade bem menor e posso dizer que minha infância e adolescência foram passadas em vários bairros da cidade, com meus amigos e meu irmão. Nasci no dia 1º de setembro, que por coincidência é o dia do aniversário de Mogi, e desde pequeno era uma criança muito ativa e tive muitos amigos, alguns dos quais mantenho até hoje. Por isso, cresci também convivendo com pessoas no Mogilar, no Socorro, na Vila Industrial, na Vila da Prata, em Brás Cubas, isso sem falar do Centro.

 

A Semana: Que recordações o senhor guarda dessa época?

Melo: As melhores possíveis. Não havia internet e a diversão das crianças e dos jovens acontecia na rua, na escola e nos clubes. Gostava de esportes, de andar de bicicleta, de estar com meus amigos. Na adolescência, aproveitei bastante a década de 80 e o início dos anos 90, ouvindo as músicas daquela época e me divertindo nos chamados bailinhos.

 

A Semana: O que Mogi ainda guarda desse tempo?

Melo: Mogi é uma cidade especial porque, ao mesmo tempo em que estamos ao lado de São Paulo, também conseguimos viver como uma cidade do interior. Hoje, como prefeito, ando pelas mesmas ruas estreitas do Centro por onde eu andava quando era criança. A estrutura física das ruas é a mesma, são mais de quatro séculos de história, e isso representa um desafio enorme para os gestores. Afinal de contas, o mundo evoluiu muito e continua mudando, mas as ruas e as calçadas continuam as mesmas.

 

 

A Semana: Se o senhor pudesse destacar uma pessoa que marcou sua vida como mogiano, quem seria e porquê?

Melo: Na verdade, destaco duas. Meus pais, Heloísa e Silvino. Você me perguntou sobre minha infância, minha adolescência, como era Mogi daquela época, e tudo isso só foi possível porque tive pais muito atentos, amorosos e compreensivos. Eu e meu irmão sempre fomos cobrados nos estudos, mas, por outro lado, também tínhamos liberdade para nos divertir. É uma combinação que eu procuro usar até hoje, na educação dos meus filhos e de forma geral no convívio com as pessoas.

 

A Semana: O que a cidade tinha naquela época que hoje não tem mais e dá mais saudade?

Melo: Na verdade, quando eu era criança e adolescente, Mogi das Cruzes não tinha muitas coisas. O shopping, por exemplo, não existia quando eu era criança. Você passava na região de Varinhas e não existiam vários bairros que hoje estão lá. Toda a região do Nova Mogilar era uma grande área de várzea do Tietê. Essa é a Mogi das Cruzes que eu guardo na minha memória de infância, a Mogi da década de 80. É claro que as mudanças que aconteceram desde aquela época tornaram a cidade maior, mais desenvolvida e melhor para se viver, mas guardo o sentimento de criança de como era a Mogi da minha época.






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