Colunismo online

Publicado em 08/05/2020

     

Há quase dois meses em isolamento social, a jornalista e publicitária Fabíola Pupo se reinventou na forma como oferece o conteúdo da coluna de negócios On Business, que, nesta sexta, dia 8, também está comemorando 22 anos. Em plena pandemia, ela viu nas mídias digitais uma forma de fortalecer a aproximação com os leitores e internautas e seguir apoiando os negócios regionais, que também se reinventaram nesta quarentena. 

 

Jornal A Semana - De que forma adaptou o seu trabalho no home office?

Fabíola Pupo - Hoje a internet possibilita uma comunicação muito eficiente, e até ouso dizer, às vezes mais objetiva que a presencial. 

Como jornalista, faço a revisão geral das páginas do jornal, já editoradas pelo Marcel, às quintas-feiras, antes de ir para a gráfica e agora estou me aventurando a fazer lives de entrevistas no Instagram às terças e sextas-feiras. Como sou muito crítica de mim mesma, foi muito difícil no começo, mas quando percebi que o importante é se sentir entre amigos, e que ao vivo nem sempre as coisas acontecem como previsto, passei a me soltar mais. É um mundo novo que a quarentena me propiciou a conhecer. Ainda tenho muito o que aprender.

Como publicitária, minha função é, junto com a equipe de vendas, gerar recursos por meio da venda de anúncios para que possamos semanalmente levar informação e cultura de graça para milhares de leitores, o que não deixa de ser um serviço social garantido por cada uma das empresas que vocês veem anunciando seus produtos ou serviços no jornal. E estou fazendo este trabalho remotamente, com o arsenal de ferramentas que temos atualmente, além do telefone e e-mail, como Whatsapp, Telegram, Direct e Messenger.

Como colunista, conto integralmente com o apoio da Ana, da Muriel e do Robson. Sem eles, não conseguiria apurar informações para as notas do Fique Sabendo e On Business e, como não faço mais entrevistas presenciais, os questionários de Em Evidência. Recebo as informações todas e dou a redação final para a minha página.

 

A Semana -  Como foi a decisão de fazer entrevistas ao vivo pelo Instagram?

Fabíola - A decisão de ser a representante do jornal para as entrevistas não partiu de mim. Foi uma decisão imposta pela equipe do jornal que eu acatei, primeiramente apavorada (risos). Mas depois percebi o grande prazer que me proporciona poder conhecer melhor tantas pessoas bacanas, matar as saudades das minhas entrevistas, aprender bastante sobre variados assuntos e o que é melhor, a entrega daqueles que falam para nossos seguidores. Os entrevistados doam um pouco de si para acalentar este período em que estamos vivendo. 

 

A Semana -  Então, as mídias digitais mudaram sua forma de fazer jornalismo neste período? 

Fabíola - Conheci a mídia impressa desde criança, meus avós maternos tinham banca de jornal. Trabalhei pela primeira vez em um jornal impresso aos 19 anos. Sou uma pessoa que gosta muito de estudar e aprender, então dediquei décadas neste segmento, tanto na área da Propaganda, como na área de Jornalismo. Tenho que confessar que o mundo digital para mim, Fabíola, é novo e fascinante, e aprendo a cada dia, mas ainda estou muito longe de dominar como domino o impresso. Não desisto, mas acho que este domínio estará mais nas mãos dos meus filhos.

A Semana - Como você vê o futuro do jornal A Semana no período pós-pandemia?

Fabíola - Nesta quarentena, temos mantido o compromisso de levar informação e cultura de graça para a população. E mesmo nesta conjuntura, empresas investem seus recursos para que este feito se concretize.

Sabemos que as mídias sociais tiveram um crescimento explosivo neste período pela disponibilidade, facilidade e portabilidade mas, se na pior fase mantivemos nossos leitores fiéis, que ainda acreditam que leitura é cultura e informação é alimento para a mente e que empresas confiam na credibilidade que o jornal impresso empresta a suas marcas e prosseguem acreditando neste meio, temos que nos reinventar sem perder a essência e ter fé que tudo isso que todos nós, em Mogi, no Brasil e no mundo, estamos vivendo passará.






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