Novos Cenários da Educação: uma reflexão sobre como tudo mudou num piscar de olhos

Publicado em 21/09/2021

     

A UMC fez uma apuração durante os meses de abril e maio deste ano com seus coordenadores e professores para conhecer mais profundamente como foi a adaptação às atividades em meio à pandemia. Em seus relatos foi possível identificar uma nova mudança de percepção, didática e principalmente a grande aderência às novas ferramentas tecnológicas até então desconhecidas. Apesar da exigência de rapidez e assimilação à essa nova realidade os professores entendem que o salto qualitativo e de percepção de uma nova realidade já entrou para a história.

Para o professor Silvio Lopes Alabarse, do curso de Educação Física, a capacitação on-line oferecida pela universidade foi fundamental para aprimorar o domínio da plataforma adotada. "Além da adaptação ao novo processo, é claro que enfrentamos também outros desafios como equipamentos, acesso às redes, melhorias de áudio e imagem. Para sanar essas dúvidas, pedi dicas de outros colegas e fiz buscas em sites. Procurei pensar em uma oportunidade de educar em uma nova realidade que poderia ser transitória ou até permanente. Resiliência e expressar isso aos alunos com o objetivo de 'acolher academicamente' foi a palavra-chave. Assim com uma perspectiva positiva conseguimos tornar o desafio menos impactante para todos nós", ressaltou.

Já o coordenador e professor dos Cursos de Administração, Relações Internacionais e Ciências Contábeis, João André Tavares Fernandes, afirma que as mudanças neste cenário trazidas pela pandemia são como um processo de aprendizagem. "É preciso estar aberto a mudanças, num primeiro momento tivemos que nos apegar uns aos outros e debater formas e meios de transmitir informação, conteúdo, fazer avaliações mantendo a qualidade de ensino e interesse dos alunos. Participamos de reuniões para discutir estratégias e formas de manter esse interesse de ambas as partes vivo".

CRIATIVIDADE - nova palavra-chave para as aulas on-line

O professor Fábio Inoue, dos Cursos de Comunicação, conta que ao se deparar com esse novo mundo viu o seu dia a dia representado agora sob um novo olhar. E ressalta que a criatividade tem contribuído para uma movimentação diferente em suas aulas. "Em algumas aulas busco usar filtros de câmera pelo "snap câmera", algo que diverte a sala e ajuda na interação. Além disso, consigo explorar o uso da internet para que os alunos façam pesquisa e atividades em sala de aula", revela.

Já a coordenadora dos Cursos de Ciências Biológicas, Química e Engenharia Química, Tatiana Faustino de Moraes acredita que o processo tem sido extremamente desafiador. "Precisamos nos reinventar em todas as aulas, isso porque no ensino remoto há uma tendência natural dos alunos se tornarem um agente passivo no processo ensino-aprendizagem. Tracei como objetivo desenvolver aulas mais interativas, de tal forma que os alunos se tornassem o executor no processo do seu próprio aprendizado. Comecei a estudar ferramentas de ensino que se baseiam nas metodologias ativas e pude conhecer ferramentas fantásticas que podem ser utilizadas de forma muito interativa pelos alunos. Nesse processo aprendi a lidar com o uso constante do computador como um excelente aliado e isso ajudou muito no processo de torná-las mais dinâmicas e interativas.  O ganho que já obtivemos nesse processo é positivo e irreversível, me ofereceu um aprendizado sobre o meu modo de ensinar", contribui.

EAD - agora autodisciplina é fundamental

O coordenador geral do Ensino à Distância (EAD) e da pós-graduação da UMC, Nellis Oliveira, analisa que os alunos pós-pandemia devem desenvolver a autodisciplina para estudos, gerenciar sua curadoria para o conhecimento e orientação pelos professores. Eles precisam saber que os encontros por web conferências são formais e oficiais, ou seja, as aulas, encontros digitais com os colegas para debater os trabalhos, dividir as tarefas, trabalhar em equipe à distância, entregar os resultados e serem avaliados pela qualidade dedicada para ao aprendizado e organização, por meio dos professores não é mais algo informal.

"Na verdade, hoje é uma tendência o modelo de ensino por meio digital e sem retrocesso. Isso aconteceria de qualquer forma, mas a pandemia da Covid-19 adiantou em mais de cinco anos esse processo conforme alguns estudos", explica Nellis. Com o avanço tecnológico e restrição do convívio social na Pandemia, a EAD - Educação à Distância é uma das soluções eficazes para a continuidade dos estudos, tendo possibilitado maior flexibilidade, maior gama de cursos e estratégias de acompanhamento desse método, principalmente na UMC.

PSICOLÓGICO - momento de análise interna para alunos e professores

A questão psicológica também foi uma das mais abordadas nesse processo de novo olhar sobre a educação. A professora do curso de Psicologia da UMC, Eliziane Ferreira relata que precisou retornar às sessões de terapia. "Foi um momento em que nós, professores, também precisávamos de um apoio frente às rápidas adaptações que tivemos que fazer em nossas vidas. Esse foi um momento importante e aos poucos as ansiedades cederam lugar às novas possibilidades de aprendizado e de ensinar", afirma Eliziane.

A professora dos cursos de Engenharia e Bacharelado em Química da UMC, Edilene Souza, também conta que, para ela, a parte mais difícil foi a ausência do convívio e das aulas práticas. "Levei tempo pra aceitar essa ideia. Vivia sonhando que na semana seguinte se voltaria ao presencial, mas passaram-se meses, ano. Além do filho pequeno solicitando minha atenção durante as aulas precisei de um tempo maior durante esse preparo. Foi necessária uma readequação do meu ambiente de trabalho, sem interferência de ruídos externos e a compreensão de todos ao redor", conta.

Para os alunos também foi um processo de aprendizagem. Muitos tiveram que aprender a lidar com o meio on-line. Alex Tetsugi, aluno do 6º semestre de Educação Física passou por essa etapa. "Foi uma fase de adaptação tanto para os alunos, quanto para os professores para encontrar um método adequado para as aulas. Com o tempo os professores foram adaptando as aulas de uma maneira que a gente não perdeu a qualidade do ensino", relata.

UM NOVO OLHAR MACRO

A Coordenadora do curso de pedagogia da UMC, Érica Venturini, analisa esse novo momento sob um olhar abrangente do segmento. Segundo ela, desde 2020, progressivamente, vem ocorrendo mudanças metodológicas e didáticas, fundamentais para que o processo ensino-aprendizagem, em escolas públicas e privadas, não ficasse estagnado. "Metodologias totalmente diversificadas foram aplicadas por meio de plataformas educacionais que permitiram o ensino remoto aliado ao ensino híbrido um novo momento. A sala de aula invertida, os centros de mídias, enfim, uma explosão de criatividade e uso de recursos tecnológicos por parte de gestores, docentes e demais agentes escolares, que, juntos, inovaram o contexto escolar mostram à sociedade o real valor e importância da Gestão Democrática destacada nas principais políticas públicas que envolvem a educação nacional, como na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/9", explica.

Para ela o grande desafio agora será dar continuidade e manter esse processo de implementação de novos olhares para a Educação, capacitando atuais e futuros docentes, implementando planos de aula para alunos com necessidades educacionais especiais, ajustando a organização do trabalho pedagógico a fim de diminuir as barreiras da inclusão em todos os sentidos, inclusive o digital. "Esperamos eliminar, ou pelo menos minimizar, gradativamente, as diferenças e contrastes num país em que a educação, até então, não era verdadeiramente prioridade, tampouco realmente vista como um agente transformador da sociedade", conclui.

O material elaborado pela UMC sobre os "Novos Cenários da Educação" contempla a opinião e análise de outros professores e coordenadores e pode ser conferido no site e redes sociais UMC.






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