Arquitetura do Casarão do Chá é analisada por professora da UMC

Publicado em 16/06/2021

     

No próximo dia 18 de junho é celebrado o Dia Nacional da Imigração Japonesa e o Casarão do Chá, em Mogi das Cruzes, é um dos espaços que representam ricamente essa cultura. A professora da UMC e arquiteta, Ana Maria Sandim, que colaborou na restauração do local, analisa algumas peculiaridades da arquitetura oriental.

O Casarão do Chá foi construído na região do Cocuera, em 1942, pelo arquiteto-carpinteiro Kazuo Hanaoka. Foi erguido para ser uma fábrica, um lugar onde se processavam e embalavam folhas de chá, e serviu para esta finalidade até o ano de 1968. Tem uma construção exclusiva, sendo um dos únicos locais a ter uma arquitetura oriental na cidade. “Muitas casas da região do Cocuera que tinham arquitetura japonesa foram substituídas. Hoje o Casarão é um lugar único na cidade por conta disso”, diz a professora de arquitetura da UMC.

O local passou por uma restauração em 2004 e até hoje tem manutenções diárias para manter sua identidade. A professora Ana participou do projeto de restauração e ressalta as diferenças arquitetônicas nesta construção. “Os japoneses construíram o telhado do casarão com um sistema de encaixe, muito diferente do que nós utilizamos, e por conta disso a estrutura do local é muito resistente”, ressalta a professora.

Outros pontos que remetem a arquitetura oriental é o portal de entrada do Casarão, baseado em castelos japoneses, e a forma que a madeira é utilizada, deixando-a o mais original possível. “As referências arquitetônicas japonesas são bem claras, como as taipas de arroz, a construção sem fundação e a alusão aos castelos que o casarão possui”, finaliza a professora.

 






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