Alexandre Barreira

Publicado em 02/10/2020

     

Em meio a muita emoção, com a ajuda da esposa e colega de profissão Maria Salas, escrevo a trajetória do jornalista Alexandre Barreira, interrompida de maneira prematura, no último dia 27, aos 46 anos. Esteve internado no SUS durante 39 dias devido a um AVC-Acidente Vascular Cerebral, mas foi o coração que parou três vezes e o levou. Paulistano, veio ainda menino com a família para a cidade de Poá. Sempre estudou em escola pública e tinha paixão por esportes. Nasceu com um problema de transposição dos vasos sanguíneos, então nunca jogou futebol, mas dedicou-se ao vôlei na adolescência e ao futebol de botão, que uniu jovens e adultos no Evento Desconecta. Em 99, graduou-se em Jornalismo pela UMC, e em Jornalismo Esportivo no Senac, em 2004. Durante a pandemia, há dois meses estava cursando pós-graduação em Marketing Esportivo, pela Unicesumar (EAD), um sonho interrompido.

Alexandre Barreira | Jornalista

Iniciou carreira em 1999, como repórter e locutor na rádio Metropolitana. No impresso, foi editor no Mogi News, DAT, Tribuna Suzanense e Diário de Mogi, do esportivo Lance, na Capital, e em 2014 levou seu talento à redação do jornal A Semana como editor-chefe. Sempre atuou ativamente como assessor de imprensa, e atualmente, se dividia entre a assessoria de Comunicação do Clube de Campo, dos Jogos Escolares MM Calçados, da Liga de Futebol de Mogi das Cruzes, e ainda as lives “Papo com o Barreira”, de entrevistas com personalidades do esporte. Morava na Vila Suíssa, com a esposa Maria Salas, parceira na AlexMar Assessoria de Comunicação, que conheceu na Redação do Mogi News, mas teve o amor despertado no Carnaval 2003 do Vila Santista. “Ele disse que eu o agarrei e não larguei mais... mas foi o oposto”, recorda Maria. Pai carinhoso das princesas Júlia Sofia, 14, e Maria Eduarda, 9, companheirinhas no futebol de botão, e dos gatinhos Bóris e Nikita. Adorava ler, era frequentador de bancas, lia jornais e revistas e devorava livros de História. Seu sonho era fazer faculdade de História e conhecer Roma. Viajou por vários países quando era editor esportivo e de autos, adorou ir ao Salão do Automóvel, na Alemanha, e as férias em Santa Cruz de La Sierra, cidade da esposa, na Bolívia. Geminiano, colecionava miniaturas de carros e bonequinhos, e amizades, esta com a mesma facilidade com que distribuía sorrisos. Apaixonado por futebol, fez do esporte sua especialidade, mas não escondia que era louco pelo Corinthians e nunca perdia a chance de brincar com os amigos quando o time rival passava vexame em campo. Maria Salas conta que o seu Alê, ou o Barreira, ou o Coruja, como também era conhecido, enxergava a vida de maneira sempre positiva, por mais dificuldades que passassem, ele sempre acreditava que tudo iria dar certo. E me conta que, ainda quando ainda estava internado, ela teve um sonho em que ele lhe dizia a frase: “Fica tranquila, vai dar tudo certo!”.






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