Tragédia em Suzano: todas as famílias fizeram acordos com a Justiça

Publicado em 05/06/2019

     

A Defensoria Pública de SP apresentou nesta quarta (5/6) um balanço sobre os acordos de indenização em favor de familiares de vítimas fatais e de estudantes sobreviventes do ataque ocorrido no dia ?13 de março na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano.

Desde a tragédia, a Defensoria se colocou à disposição de vítimas e familiares para representação e assistência jurídica gratuita. Um dos focos do trabalho era a análise da possibilidade de acordos de indenização com o Governo do Estado, a partir das regras e diretrizes de Comissão formada pelo Poder Executivo com essa finalidade, presidida pela Procuradoria-Geral do Estado.

Finalizado o prazo e trabalho da Comissão, a Defensoria Pública e a Procuradoria-Geral do Estado divulgaram em conjunto hoje que todas as famílias de vítimas fatais e de adolescentes que sofreram lesões físicas realizaram acordos extrajudiciais de indenização com o Estado. Ao todo, foram 45 pessoas indenizadas, relativas a um total de 18 famílias (7 vítimas fatais e 11 vítimas que sofreram lesões corporais).

Os valores são sigilosos, conforme termos do acordo entre a Defensoria e PGE-SP, a pedido também das próprias famílias.

O trabalho da Defensoria no caso foi coordenado pela 1ª Subdefensoria Pública-Geral em conjunto com o Núcleo Especializado de Infância e Juventude. Dois dias após a tragédia, a Defensoria se fez presente por meio de sua unidade de atendimento móvel, com a presença de Defensores e Defensoras, além de Agentes com formação em Psicologia e Serviço Social.

“Nosso atendimento abarcou inicialmente toda a comunidade escolar e que vive no bairro, em caráter multidisciplinar. Quanto às vítimas diretas, organizamos com o cuidado devido atendimentos individualizado às famílias, inclusive em domicílio”, explica Juliana Belloque, Primeira Subdefensora Pública-Geral.

Foram 235 pessoas atendidas pela Defensoria, no total.

“Nosso trabalho teve um foco para além dos acordos de indenização. Estamos acompanhando a rede de apoio psicológico e social pelo poder público e iremos entregar um relatório a respeito às Secretarias de Estado de Saúde e também de Educação, já que é necessário um trabalho longo e complexo de apoio para auxiliar toda a comunidade a superar a tragédia”, diz Ana Carolina Schwan, Defensora Coordenadora do Núcleo Especializado de Infância e Juventude.






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