Morador de Arujá tem auxílio emergencial negado por exercer cargo eletivo, sem nunca ter sido eleito a nada

Publicado em 04/05/2020

     

O morador de Arujá Elias Martins Ferreira Vieira, mais conhecido como DJ Dog, viveu uma situação um tanto quanto inusitada após buscar ajuda do governo federal, ao requerer o Auxílio Emergencial de R$ 600, proposto para populares que estejam passando por necessidades, em meio à pandemia, e que se enquadrem dentro dos critérios estabelecidos pelo programa. DJ Dog afirma ser um deles. "Eu sempre trabalhei em empresa privada, tanto que na minha carteira de trabalho fui registrado como promotor de vendas, porque trabalhei a minha vida toda em supermercados, esse tipo de coisa, mas hoje eu também sou MEI (microempresário individual), pois sou DJ, trabalho com eventos. E está todo mundo passando por necessidades, né, a gente sabe, mas nessa profissão é pior ainda, porque trabalhamos com aglomeração de pessoas, então para a gente não há previsão de voltar", explicou. 

Em 2016, ainda conforme DJ Dog, ele foi candidato a vereador por Arujá e teve uma votação inexpressiva, não conseguindo se eleger. Ocorre que, recentemente, ele se inscreveu para receber o auxílio emergencial do governo, por estar dentro dos critérios exigidos, como ser MEI e estar desempregado, mas acabou tendo uma grande surpresa. "Me cadastrei no dia 7 de abril, logo no começo, online e teve aquele problema todo de ficar aguardando a análise e tal. Mas quando ela veio, apareceu que tenho emprego formal e que estou registrado na base de dados RPPS (Regime Próprio de Previdência Social), que se refere a pessoas da área pública, e também está lá, no motivo da negativa, que exerço cargo eletivo. Ora, entendo que seria de vereador, prefeito, mas nunca me elegi. E não consigo me recadastrar, porque quando a gente digita o número do CPF já dá que foi negado e não tem a opção de contestação. De igual modo, quando ligo no 111 da Caixa aparece uma mensagem que fui reprovado. Por isso, não tenho como recorrer", pontuou. 

Ele comentou ter conhecimento de vários casos semelhantes, inclusive de pessoas que realmente trabalharam em órgãos públicos, mas que se desligaram há anos, e que tiveram o auxílio negado pelas mesmas alegações. "Parece que não foi dado baixa no caso deles também e estamos muito preocupados com isso. Gostaríamos de saber qual foi a base de dados que o governo usou, porque não foi lançada uma atualização, já que isso está prejudicando milhares de pessoas, que estão passando por necessidades e hoje estão dentro dos critérios para o recebimento do auxílio. E não temos tido informação de ninguém, nem da Caixa. No nosso caso de DJs, seremos a última atividade econômica a ser restabelecida e estou me sentindo de mãos atadas", desabafou. 

Para finalizar, DJ Dog questiona: "Como que meu nome está vinculado a uma coisa que eu nem sabia? Nunca passei por cargo público, então como que meu nome foi parar lá, sem eu ter conhecimento disso?". 






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