Conheça os novos festeiros e capitães de mastro do Divino

Publicado em 08/06/2021

     

A 409ª edição da Festa do Divino Espírito Santo de Mogi das Cruzes, que será realizada de 26 de maio a 5 de junho de 2022, terá como festeiros e capitães de mastro, respectivamente: Ricardo Lima da Costa e Denise Rezende da Silva e Eduardo Ferreira Rego e Milena da Costa Freire Rego. Eles foram anunciados pelo bispo diocesano, Dom Pedro Luiz Stringhini, no dia 3 de junho, na Celebração da Solenidade de Corpus Christi, na Catedral de Sant’Ana.

 Os atuais festeiros e capitães de mastro pertencem à Paróquia Cristo Rei, na Vila Oliveira, e são membros da Equipe Nossa Senhora de Guadalupe, ligada ao Setor C da Região SP Leste III do Movimento das Equipes de Nossa Senhora. (confira o perfil de cada um logo abaixo)

Os casais terão a missão de comandar uma das festas religiosas e folclóricas mais tradicionais do Brasil, em meio a uma crise sanitária, a exemplo do que ocorreu nos últimos dois anos (2020 e 2021), quando o evento esteve sob o comando dos casais Mauro de Assis Margarido, o Maurinho, e Cícera Alecxandra de Oliveira Margarido (festeiros) e Maurimar Batalha e Roberta Fadoni Batalha (capitães de mastro).

Embora haja sinais de um caminho promissor para a diminuição do contágio do novo coronavírus (Covid-19), com o avanço da vacinação da população, e os casais almejem um cenário muito mais positivo para o ano que vem, vão trabalhar com todas as hipóteses, seguindo um planejamento que começará a ser alinhado, a partir da primeira reunião que eles terão com os diretores da Associação Pró-Festa do Divino, instituição que dá um respaldo na organização do evento, nesta semana.

“Fundamentalmente, nos dedicaremos para preservar o forte legado religioso deixado pelos festeiros e capitães que nos antecederam: muitos devotos reconheceram o quanto sentiram-se tocados pela grande espiritualidade, que marcou as comemorações em 2021”, enfatiza o festeiro Ricardo.

As transmissões pela internet, que aproximou ainda mais o fiel da Festa, ainda mais neste período em que a participação dele está bem restrita, serão mantidas e aperfeiçoadas. “De modo geral, a pandemia contribuiu na aceleração do processo de inclusão digital e vemos uma grande oportunidade de aumentar o engajamento de nossos devotos para que a grandeza de nossa Festa também se reproduza no ambiente online”, observa o festeiro.

A parte social da festividade também foi destacada por ele: “Obviamente, sabemos da grande importância que a Festa do Divino também carrega em seu lado social, principalmente por causa do movimento de apoio às inúmeras entidades que dependem dos recursos arrecadados para o custeio de suas atividades assistenciais. Deus permita que possamos retomar com segurança a tradicional programação.”.

A agenda de pré-eventos da Festa do Divino de 2022 se inicia em agosto, quando tem início a realização da Coroa do Divino. Até o mês de abril, esse é um dos compromissos dos casais de festeiros e capitães de mastro. A Coroa do Divino é uma novena preparatória para a Festa do Divino.

 

Quem são os festeiros?

Ricardo Lima da Costa, de 40 anos, é comerciante. A esposa dele, Denise Rezende da Silva, de 44 anos, é enfermeira. Casados há 14 anos e pais de Luiz Antônio, de 21 anos, e Ana Clara, de 9 anos, são naturais de São Paulo. Eles moram em Mogi das Cruzes há oito anos.

“Para nós, o convite para sermos festeiros foi recebido com muita alegria, mas também com muita surpresa. É um presente de Deus, um presente do Espírito Santo. Nós, assim como a maioria dos devotos, começamos participando das alvoradas e aos poucos fomos vivenciando com mais intensidade cada momento desta festa tão linda, de muita fé e devoção”, disse a festeira Denise.

Ricardo, por sua vez, relembra de quando visitou a cidade com intenção da mudança, em um dia de Entrada dos Palmitos. “A nossa ligação com a Festa do Divino se inicia antes mesmo de vir morar em Mogi, indicação de um grande amigo (Ângelo), há aproximadamente dez anos. Quando viemos conhecer a cidade, estava ocorrendo a Entrada dos Palmitos, o que nos deixou maravilhados. Perceber a comoção do povo mogiano com uma festa de tantos anos fez com que nos encantássemos ainda mais pela cidade. E a partir do momento que viemos morar aqui, fomos sendo impactados cada vez mais. A Denise é uma pessoa de muita oração, e ainda tivemos a sorte de sermos acolhidos em uma paróquia onde temos algumas rezadeiras da Festa do Divino, e uma delas, de maneira muito carinhosa, a dona Tereza Nassif, se aproximou de nós e nos encantamos ainda mais”, destaca o festeiro.

Por saber da importância que a Festa do Divino tem para o povo mogiano e para os devotos de maneira geral, Ricardo e Denise dizem enxergar a festa com ‘um respeito muito grande’: “Neste ano, eu tive a oportunidade de acompanhar todas as alvoradas, por estar contribuindo com a equipe de transmissão da festa pela Internet. Então, eu observava, no rosto de cada senhorinha, de cada fiel, a importância deles estarem ali, ainda com dificuldade ou até com mais cuidados por causa da pandemia, é o que nos moveu. Então, nós não estamos encarando como um convite, é uma convocação de gratidão. Nós fomos nos aproximando, nos últimos anos, sem ao menos imaginar que estávamos sendo observados. Então, poder celebrar é uma grande honra e queremos colocá-la a serviço. Nós queremos que o Espírito Santo esteja sempre à frente, que Ele sempre seja lembrado, e nós vamos trabalhar para que isso ocorra”.

 

Quem são os capitães de mastro?

A função de capitão de mastro está com Eduardo Ferreira Rego, de 47 anos, consultor em tecnologia da informação, e Milena da Costa Freire Rego, de 43 anos. Casados há 15 anos, eles são pais de Matheus, de 14 anos, e João Pedro, de 8 anos. Ela é natural de Cachoeira Paulista (SP), a terra da Canção Nova, e Eduardo é nascido em Mogi das Cruzes.

Milena fala sobre o momento em que eles receberam o convite: “Foi com muita surpresa, apreensão e alegria. Pessoalmente, somos indignos, mas confiamos na providência divina e no Espírito Santo. Ele irá nos capacitar. Nós pretendemos aquecer o coração do povo mogiano e contamos com as orações de todos, também. Nós somos devotos desde tenra idade. De minha parte, isso vem desde a infância, quando fomos morar em Itapeva (a última cidade do Estado, já divisa com o Paraná), por questão profissional do meu pai, Henrique. Nesta cidade começa a minha devoção ao Divino Espírito Santo, já aos 6 anos, na comunidade Nossa Senhora do Carmo, que realizava uma festividade em honra ao Espírito Santo. Todos os dias, à noite, um grupo de violeiros percorria os bairros, empunhando a Bandeira, e as casas que desejassem receber essa Bandeira deveriam ficar com as luzes para que eles pudessem entregar a Bandeira para o dono da casa, e assim a minha mãe, Eunice Maria, fazia, todos os dias da novena, e eles continuavam a entoar os cânticos, à semelhança do que ocorre nas alvoradas. E a minha mãe pegava a Bandeira e percorria com ela, cômodo a cômodo, e eu ia do lado dela. Ainda sinto o balançar da bandeira no meu rosto”, relembra Milena. Em Mogi, a ligação do casal com a Festa do Divino está centrada na participação como devotos, nas missas da novena e nas alvoradas.

O capitão de mastro, Eduardo, fala sobre a ligação dele com a Festa do Divino, que ‘vem desde pequeno’, e sobre como será a participação deles na atual função: “Os meus pais, Álvaro e Alzemy, casal tradicional e atuante na Diocese de Mogi das Cruzes, sempre incentivaram, a mim e à minha irmã, Simone, a participarmos dos eventos religiosos da cidade, principalmente, da Festa do Divino Espírito Santo, do qual me tornei um grande devoto. Como capitães de mastro, a nossa função será auxiliar os festeiros, Ricardo e Denise, na organização e condução da festa, dando ênfase à parte religiosa, procurando incentivar o devoto, maior expressão de fé da crença popular, a participar ativamente das celebrações, festividades e homenagens ao Divino Espírito Santo”. E Milena reforça: “Estamos a serviço da festa, dos festeiros, e mais do que isso, da população. O nosso desejo é levar o Divino, o fogo abrasador ao coração de cada mogiano, estamos vivendo tempos difíceis e no que depender de nós queremos levar um pouco de alento, fé e bálsamo ao coração das pessoas”.






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